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JOSÉ SARAMAGO



José Saramago: Poeta e romancista português, prêmio Nobel de literatura de 1998.
 
Filho de camponeses, José Saramago nasceu no ano de 1923, na aldeia de Azinhaga, perto de Lisboa. Antes de completar dois anos, os pais se mudaram para a capital portuguesa e ele abandonou a escola sem terminar o segundo grau, porque a família não tinha condições financeiras de mantê-lo estudando. Na juventude, foi serralheiro, funcionário público, mecânico de automóveis e jornalista. Publicou o primeiro livro, Terra do Pecado, em 1947. O segundo, Os Poemas possíveis, só veio em 1966. A partir de 1976, conquistou o privilégio de viver exclusivamente de literatura. Somente após os 60 anos de idade, sua obra ganhou o merecimento internacional que merecia.
Em 1992 , irritado com a reação de seus compatriotas ao livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, considerado ofensivo às crenças religiosas dos portugueses, o escritor decidiu abandonar o país.
Deixou Lisboa e se refugiou na ilha de Lanzarote, no arquipélago espanhol das canárias, onde vive ao lado de sua segunda mulher, a jornalista sevilhana María del Pilar del Rio Sanches.

O escritor José Saramago deixou uma vasta obra literária, da poesia à prosa, passando pelo conto e pelas obras para teatro.

O último livro publicado, Caim, em 2009, abordou a religião, uma vez mais, de forma polémica. Comunista, Saramago nunca esqueceu as raízes alentejanas e pobres na escrita que deu ao Mundo.

Obras de Saramago:

Conto

Objecto Quase (1978)
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido (1979)
O Conto da Ilha Desconhecida (1997)
A Maior Flor do Mundo (2001)


Crónicas, Ensaios, Memórias

A Estátua e a Pedra (1966)
Deste Mundo e do Outro (1971)
A Bagagem do Viajante (1973)
As Opiniões que o DL teve (1974)
Os Apontamentos (1976)
Folhas Políticas – 1976-1998 (1999)
Discursos de Estocolmo (1999)
O Caderno (2009)
O Caderno 2 (2010)
Democracia y Universidad (2010)

Algumas de suas famosas citações:

"Nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe."

A Caverna / José Saramago - São Paulo : Companhia das Letras, 2000.

Pág. 14, final do parágrafo.

"Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.” 

“É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.” 

"Antes eu dizia: 'Escrevo porque não quero morrer' Mas agora mudei. Escrevo para compreender o que é um ser humano."

" O único progresso verdadeiro é o progresso moral. O resto é simplesmente ter mais ou menos bem."

" Não tenhamos pressa. Mas não percamos tempo."

"Se me perguntam por que escrevo, dou 30 respostas, nenhuma certa."

"Sabido é que todo efeito tem sua causa, e esta é uma universal verdade, porém, não é possível evitar alguns erros de juízo, ou de simples identificação, pois acontece considerarmos que este efeito provém daquela causa,, quando afinal ela foi outra, muito fora do alcance do entendimento que temos e da ciência que julgávamos ter."

(A jangada de pedra, pág. 12)


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