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Museu Nacional - Era uma vez...
Por: Marlene A. Torrigo

Um país atônito. Comoção nacional. Labaredas gigantescas puseram fim ao maior acervo histórico da América Latina. Era uma vez um lugar fantástico chamado Museu Nacional, a mais antiga instituição científica da República Federativa do Brasil. Tudo foi perdido, abrasado, calcinado. Coleções inteiras de invertebrados, de paleontologia, de antropologia, múmias, estudos científicos da Antártida, todo acervo indígena, milhares de fósseis, tudo foi consumido pelo fogo.

Dos livros, retratos, móveis e objetos do Brasil Império nada restou. A espetacular coleção de pedras nobres da Imperatriz Leopoldina desapareceu. E o famoso crânio de Luzia, o fóssil brasileiro de 11.000 mil anos, encontrado no início de 1970 em Belo Horizonte, e estudado pelo bioantropólogo Walter Alves Neves, que revolucionou as teorias científicas sobre a ocupação do continente americano, está perdido para sempre. O historiador está inconsolável, em estado de luto profundo.

A majestosa construção, erguida em 1803, foi anteriormente residência de um traficante de escravos que à cedeu a D. João VI. Ele, encantado com a bela arquitetura, transformou-a em seu palácio. Foi o rei que em 1826 arrecadou a magistral coleção de múmias, descoberta por ele em um navio rumo à Argentina. Ao cobrir um lance, D. João arrebatou a maior coleção de Egito Antigo na América Latina.

Em seus duzentos anos de existência a construção foi perdendo no seu interior muitas das suas características originais. Presentemente, alertas de riscos de fogo previam o inimaginável. Paredes arruinadas, fiação exposta e cupins pediam urgência na restauração. Verbas irrisórias do governo tornavam a campanha inviável. E o museu ardeu!

Transformado em museu em 1892, muitas pessoas ilustres do mundo o visitaram. Albert Einstein foi uma delas. Contudo, imprudência, negligência, incompetência e jogo de interesses destruíram o trabalho de 126 anos dos muitos homens e mulheres que ali trabalharam. Abismamento, revolta e tristeza calaram fundo n’alma da nação brasileira. Que tragédia!

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” (Rui Barbosa)


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