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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
O ponto fraco do país
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Chega de tributos para bancar mordomias!


Onde está o poderoso Congresso Nacional, aquele capaz de tirar um presidente da República eleito democraticamente e de absolver um parlamentar corrupto de penalidades por atos pouco recomendáveis? Da mesma forma, qual é o poder da Suprema Corte brasileira, o indecifrável STF (Superior Tribunal Federal), o que prende e solta quem bem entender? A paralisação do país, cuja ponta de lança são os caminhoneiros, mostrou quão impotentes e inúteis são essas instituições quando a insatisfação atinge níveis insuportáveis. Basta uma ação correta!
Após quatro dias de bloqueios nas estradas, a população viu o que pode acontecer quando os abusos de gestões que prejudicam a sociedade ultrapassam o limite da tolerância. Desabastecimento geral! De gêneros de primeira necessidade aos artigos de luxo, tudo depende da movimentação de cargas pelas rodovias do país. A mídia mostrou que alguns postos de abastecimento de combustível decidiram vender gasolina sem o imposto que recolhe ao governo. O preço, pasmem, se reduz à quase metade do valor cobrado normalmente. Deu para entender?
Este episódio mostra quanto a indiferença das autoridades é vulnerável se o povo unido resolver se manifestar de forma correta. Portanto, independentemente do cargo que ocupa, qualquer pessoa precisa ser atendida nas necessidades básicas comum a qualquer ser humano. Morar, comer, vestir e cuidar da saúde atinge a todos. O problema é que a iniciativa privada, a maioria que atua no Setor Terciário, vê uma dificuldade como um filão a ser explorado. Se há deficiência de algo... isso é considerado um nicho, a oportunidade de um bom negócio.
Há séculos o nosso país se organiza na forma de castas, apesar de muitos acharem que não é assim. No topo, onde habita a turma do Olimpo, a vida é prazerosa, nada falta. Uns degraus abaixo, vivem os que se acham ricos, mas dependem de empregos que pagam salários que permitem adquirir bens que os tornam eternos devedores do sistema financeiro. Já no sopé da pirâmide social, onde fervilha a maioria da população, a luta pela sobrevivência é difícil. Os recursos para atendê-los nunca chegam na medida necessária, mas pagam impostos de ricos.
Teríamos moral para criticar a qualidade de vida dos países considerados inferiores ao nosso? Basta apenas ler as informações sobre os outros para classificar a nossa situação? Ou existe alguma organização confiável para nos mostrar que o tratamento que recebemos das autoridades é compatível com a carga tributária que sofremos? Circulou um texto nas redes sociais, onde um cidadão norte-americano, que conheceu mais de 60 países, desmistifica o sonho americano vivido por muitos brasileiros. À parte essas considerações, muita coisa precisa mudar.
Que lições podemos tirar desta paralisação que atingiu o país? Alguém sentiu uma preocupação das autoridades sobre o fato? Ou percebemos o velho jeitinho para contornar uma situação passageira? Do lado da população, se soubermos tirar proveito disso, fica claro que algumas ações tiram sim os deuses do pedestal do Olimpo e aceitam conversar com quem lhes pagam tantas mordomias. Se existe um ponto vulnerável na atividade econômica do país, ficou muito claro que é a logística através de rodovias. Querem parar o país? Bloqueiem as estradas!
Como nem só de movimento de caminhões vive o país, esta manifestação comprovou que a greve organizada, consciente e objetiva tem impacto de dimensões consideráveis. E não adianta dizer que isso só ganhou essa importância por causa das eleições que estão próximas. Relembrando: todo ser humano precisa ser atendido nas suas necessidades básicas. Diz-se que o Setor Secundário (indústria de transformação) é o que agrega mais valor ao produto. Pode até ser, mas sem os serviços de distribuição o potencial disso torna-se insignificante. Lição aprendida?


J R Ichihara
25/05/2018

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