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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Porteira aberta para sanear o país?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Um teste para a Justiça brasileira


Com a recente prisão do ex-presidente Lula e a desincompatibilização de alguns figurões do alto escalão do poder central, assim como de alguns governadores estaduais, o que significa a perda do odiado “foro privilegiado”, dizem que se abriu a porteira para acabar com a impunidade. Já deixaram os cargos os titulares dos seguintes ministérios: Saúde, Transportes, Minas e Energia, Meio Ambiente, Esporte, Turismo, Educação, Desenvolvimento Social, Fazenda e Integração Nacional. Será que a Justiça, até então engessada legalmente, atuará como o povo espera?
Muito se fala que deveria acontecer uma limpeza geral no Brasil para acabar com a corrupção e com a impunidade. Exibiu-se até o filme “A lei é para todos” para levantar o astral da população que vivia indignada e impotente, sem acreditar em mais nada no país. Houve muito festejo quando prenderam o ex-todo poderoso Eduardo Cunha, um dos responsáveis pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mas de longe superado pela prisão do ex-presidente Lula. Para muitos, isso é exemplo indiscutível de que ninguém está acima da Lei.
Circulam nos meios de comunicação, inclusive nas redes sociais, que os próximos na mira da Justiça são o Alckmin, o governador de São Paulo, e os senadores Aécio Neves e Jose Serra. Os três são do PSDB, o partido até então intocável, apesar das várias denúncias nas delações premiadas e nas gravações que chegaram ao conhecimento público. Seria uma boa oportunidade da questionada Justiça, quando se trata de políticos desta sigla partidária, mostrar que a Lei é para todos e a impunidade deve acabar. Como a população sedenta e faminta disso vai opinar?
Destrinchar os incompreensíveis termos jurídicos, muitos citados em latim, é tarefa para os doutos e sábios especialistas da área. O que o povo simples e esperançoso quer é a eficácia no cumprimento da Lei – sem delongas, mas com a mesma agilidade que se viu em outros casos. Afinal, sempre se quis neste país que a Lei seja aplicada para todos de forma imparcial e democrática, independentemente da condição econômica e social do réu. Portanto, o tão esperado momento de sanear quanto a ética, a moral, a impunidade e a corrupção acabou de chegar.
Os mais cautelosos ainda não acreditam que algo acontecerá com os figurões do PSDB, citando como exemplo a morosidade no caso do ex-governador Eduardo Azeredo, condenado no mensalão tucano, mas nunca preso até hoje. A desconfiança se baseia nos fatos concretos que o país conhece. O ex-governador Sergio Cabral está cumprindo pena em regime fechado. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também cumpre pena em reclusão. Recentemente o ex-presidente Lula foi para a cadeia. Até o Maluf foi preso! Algum do PSDB?
Talvez por causa do comportamento da Justiça diante dos casos em que os tucanos são denunciados, inclusive com provas documentais sobre dinheiro em conta na Suíça, os obcecados por Justiça igual para todos não festejaram a prisão de Lula. Será que estão totalmente errados? Ou a desconfiança é baseada em fatos comprovados? Caso as previsões pessimistas se comprovem, o Sistema Judiciário perderá uma ótima oportunidade de mudar a imagem que criou perante a população. E a falta de saneamento no Brasil continuará sendo um caso muito sério.
A troca de agressões e insultos quando se discute impunidade e corrupção expõe um lado curioso das pessoas, especialmente os fanáticos partidários ou preconceituosos. Daí ter surgido o termo “corrupto de estimação”, largamente empregado no calor das trocas de farpas. Os males crônicos têm bandeira partidária? Certamente não! Então por que defender algo que todos querem fora da vida pública brasileira? Isso mostra que o grande empecilho para acabar com esses cânceres é colocar o interesse de todos acima das paixões políticas. Por que isso é impossível?


J R Ichihara
12/04/2018

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