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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Irracionalidade, de qualquer lado, é muito ruim
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Enquanto o povo se mata os aproveitadores riem

A maioria dos brasileiros considera como sagrados o direito de ir e vir, assim como a inviolabilidade do patrimônio privado ou público. Em sã consciência todos repetem que isso é fundamental para o dia a dia do cidadão. Pois bem. Durante a caravana do ex-presidente Lula à Região Sul, pelo menos nas imagens mostradas na mídia, isso depende do lado que tenta exercer este direito. Da mesma forma, as pichações no prédio da presidente do STF, Carmen Lúcia, por causa da negação do pedido de Habeas Corpus de Lula, demonstraram que na prática é diferente.
Por que isso está acontecendo corriqueiramente no nosso país? Será porque a autoavaliação nos considera passivos demais diante das irregularidades? Ou as Instituições responsáveis pela garantia da Lei e da Ordem só entendem que há uma insatisfação quando o vandalismo se materializa? Voltando os holofotes para o ambiente externo ao país, as atitudes dos manifestantes pouco diferenciam da nossa. Pedras de um lado, gás lacrimogênio ou jato de água do outro, quebradeira, pessoas feridas... e por aí vai. Carmen e Lula têm os direitos iguais?
O fato é que a irracionalidade, certamente gerada pelo radicalismo, tanto de direita quanto de esquerda, não produzirá nada diferente disso. Quem ganha? Ou quem perde? Qual o motivo de tanto extremismo de parte a parte? A verdade é que nenhuma decisão judicial no Brasil agrada a todos, principalmente o lado perdedor. Talvez isso fosse amenizado se os ministros, juízes ou qualquer responsável pelo processo em julgamento, mantivessem distância da mídia, evitassem falar sobre o que pretendem decidir. Mas não é exatamente isso que vemos diariamente?
Quem seria o maior beneficiário de um ambiente tumultuado durante uma crise, seja econômica, política ou social? Com certeza o “salvador da pátria”! Quem dispensa uma tábua de salvação que se oferece num momento de desespero? Como não agradecer quem nos alerta sobre o perigo iminente que vai comprometer o nosso futuro? Isso é um trunfo muito valioso para os que sabem manipular o emocional de quem procura uma solução para o seu problema. Portanto, a serenidade para enfrentar as situações de crises é fundamental para qualquer um.
Uma atitude do juiz Moro, talvez imperceptível para muitos, chamou a atenção de alguns. Antes de virar réu, Lula foi levado coercitivamente para se apresentar na Justiça. Os telejornais mostraram ao vivo toda a operação. Agora, depois de condenado a cumprir prisão, pôde se apresentar espontaneamente à Polícia Federal. Seria para mostrar o poder da Justiça, quando coercitivamente? Ou para impor uma humilhação, no caso da decretação da prisão, na apresentação voluntária? Vai saber. A espetacularização deste processo dá asas à imaginação.
Chamou pouca atenção o julgamento do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), no caso mensalão tucano, marcado para o dia 24 de abril deste ano, onze anos depois do escândalo vir à tona. Não é muita demora para quem luta para acabar com a impunidade e a corrupção na política? O petista Jose Dirceu, por causa do mensalão do PT, já foi julgado, condenado e preso pela ministra Rosa Weber que, na falta de provas, argumentou que a literatura assim o permitia. Tem como reagir civilizadamente quando se vê que os tratamentos são muito diferenciados?
Também houve a prisão do homem forte do governo Serra, neste 06/04/18, o ex-diretor do DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) de São Paulo, conhecido por Paulo Preto, que comandou um esquema de corrupção nas obras deste estado. O atual governador, Geraldo Alckmin, havia dito, sobre a prisão do Lula, que isso era o início do fim da impunidade. Será que ele faria uma declaração à mídia sobre a prisão de alguém do seu partido? Mas, diferentemente dos tucanos, a oposição não responsabilizou o governador da época pelos erros do subordinado.
Infelizmente, os fatos têm mostrado que colocar as mãos no fogo por políticos e gestores do Executivo é muito arriscado. Se ninguém estiver acima da Lei poucos se livrarão da cadeia, caso a Justiça atue de forma imparcial. Se acabar com o “foro privilegiado”, então, faltará cadeia para alojar tantos hóspedes. Portanto, a luta do povo não deve assumir bandeira partidária, mas a exigência de Instituições que garantam e preservem o interesse comum. Essa irracionalidade que se internalizou nas pessoas só interessa aos que sempre se beneficiaram dos recursos públicos.

J R Ichihara
09/04/2017

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