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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Apagão seria um retorno à escuridão da caverna de Platão?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O passo seguinte após sair da caverna


A falta de energia elétrica desta última quarta-feira (21/03/18) mostrou os transtornos e as consequências desta ocorrência. Nada funciona, no mundo moderno, sem eletricidade. O caos, principalmente nas grandes cidades, torna-se visível, desesperador e a insegurança pessoal e coletiva, que já é precária normalmente, chega a causar pânico na população. Curiosamente nem no funcionamento do trânsito, onde os semáforos controlam o fluxo, o Poder Público se faz presente. É a situação chamada popularmente de “salve-se quem puder”. Que país é este?
Soube-se que o motivo da interrupção foi devido a um problema em um disjuntor na subestação de Xingu, que é responsável pela distribuição da energia gerada pela usina de Belo Monte, no Pará. O fato é que ficaram sem energia os estados do Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.
Segundo informou o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o apagão pode ter sido causado por um problema na geração da Usina de Tucuruvi, no Pará – o sistema é integrado.
Problemas técnicos à parte, pois independe da vontade política das autoridades, mas os casos emergenciais podem ser minimizados pelos gestores dos Executivos locais. Por que alguns hospitais e prontos-socorros ficam às escuras quando ocorre um apagão? O que dizer dos postos policiais? Quem deveria organizar o fluxo de veículos nas ruas? Há alguns anos o país viu uma situação semelhante na cidade de São Paulo, onde a única medida preventiva mostrada foi o fechamento do metrô. As ações mitigadoras foram dos cidadãos comuns. Alguém explica isso?
Nessas horas poderiam valer a pena dar importância para as perguntas que sempre deveriam ser feitas para quem projeta e executa as obras para atender e garantir o fornecimento de energia elétrica no país. O que fazer no caso de uma pane que independe de falha humana, tipo fenômenos da natureza? Como o sistema de segurança operacional atuará quando houver uma falha em um dos componentes? Até onde é paranoia utilizar a redundância neste sistema tão prejudicial, se houver um problema de equipamentos? Garantia de 100% não existe, mas...
Muitos conhecem a passagem do livro de Platão, o admirado filósofo grego, onde alguém que sempre viveu na escuridão da caverna um dia saiu deste ambiente para ver que havia lugares diferentes daquele. À parte a interpretação individual, quando muitos acham que a educação é a grande transformação, mudando a forma de ver as coisas, outros acham que a luz revela aspectos que a escuridão impede aos olhos de cada um. Talvez o nosso apagão provoque o efeito inverso ao do homem que emergiu da caverna – a fragilidade da população com a falta de eletricidade!
Todas as situações desagradáveis e inconvenientes pela falta de energia elétrica poderiam ser amenizadas. É comum, quando ouvimos nos meios de comunicação, que o corte de eletricidade está associado ao fornecimento de água. Os itens básicos indispensáveis no dia a dia de qualquer pessoa. Haveria algum grande impedimento da concessionária responsável pela distribuição de água possuir um sistema de geração própria para essas emergências? Isso é tão raro de acontecer que não justifica este investimento? Ou é por causa da maximização do lucro?
O cidadão brasileiro paga uma das maiores cargas tributárias do planeta, mas nunca sabe para onde são direcionados tanto dinheiro. Para que servem bombeiros, exército, guardas municipais, policiais civis e militares quando se precisa deles? Será que a voracidade para arrecadar cada vez mais só tem a finalidade de manter mordomias nos Três Poderes? Quem vai ressarcir os prejuízos de muitos comerciantes que dependem de energia elétrica? Pelo que vemos acontecer neste país, não basta sair da caverna e ver tudo diferente – é bom fazer parte disso!


J R Ichihara
22/03/2018

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