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Antuérpio Pettersen Filho
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Jornalismo
 
DE MACUNAIMA À MARIELLE FRANCO... “ O ANTI-HEROI BRASILEIRO”
Por: Antuérpio Pettersen Filho

DE MACUNAIMA À MARIELLE FRANCO... “ O ANTI-HEROI BRASILEIRO”
Por : Pettersen Filho
Desde antes de ontem, até o seu fatídico homicídio na Cidade do Rio de Janeiro, no Estácio, Personagem totalmente desconhecido, do qual jamais houvera eu ouvido falar, de uma hora para a outra erigida a condição de Mártir, mais, pelo que agora percebo, ao compulsar pela Imprensa, e sandices prolatadas aos metros nas Redes Sociais, quase todas de viés político e falaciosas, pelo seu simples e abominável Assassinato, do que pela sua Obra em vida, a recente Morte da Vereadora do PSOL, Marielle Franco, LGBT, Negra, Pobre e oriunda da Favela da Maré, como Ela mesmo gostava de referir-se a si mesma : “Cria da Maré”, onde, invariavelmente, os Jovens não ultrapassam os 25 anos, sugados pelo Tráfico ou abatidos pelas Milícias, de menos Marielle, detentora de Mandado Popular na Câmara Carioca, e, aparentemente, relevante trabalho em prol das Minorias, no entanto, tal acometimento reflete, ao fundo, uma dinâmica, se não, uma sistemática comum no Brasil, de Beatificar os seus Mortos, e Menosprezar os seus entes vivos, desde o sempre impostos à condição de Miseráveis, mera Massa de Manobra.

Qual não, desde o sempre, somos a Pátria dos Heróis Inventados, do Descobrimento de araque por Portugal, evidenciado no Tratado das Tordesilhas, mediado pela Igreja Católica, da Independência de mentira ante à Metrópole, negócio de Pai para Filho, e do Tiradentes inventado cem anos depois do seu enforcamento, Invenção dos Republicanos ao derrubarem a Monarquia, assim como Macunaíma, Obra singular do Escritor Modernista Mário de Andrade, critica aberta ao Anti-heroi brasileiro, Paladino sem caráter, em que moldamos nossa Realidade, e Pátria, muito distante do Pais real e da Sociedade que nos molda.

Rapidamente empossada pela Esquerda, corrupta, até ontem no Poder, a mesma Esquerda das maracutaías de Dilma e Lula, Legiões de brasileiros, no entanto, por Modismo ou Toque de Trompete da Imprensa sensacionalista, partiram à Rua, a Gritar, escandalizada, como ultima Bandeira, “Marielle Presente!”, apresando-se em concluir, fôra o Crime Obra da Direita, a mesma que, ora, perfaz, sem ferramental Jurídico adequado, blindagem às Tropas ou Proteção Cívica, e sem Arcabouço Legal, a atual Intervenção “Fantasma” no Rio de Janeiro, que, um mês depois do seu decretamento, ainda não demonstrou ao que veio, Porta de Barraco alguma chutou com o Coturno, Prisioneiro Político algum perfez, a não ser, aparentemente, a morte apócrifa de Marielle....
Ceifada em sua breve Carreira que, quem sabe, seguindo a tendência que ora se avoluma no Brasil, de querer transformar as Minorias, que Marielle tanto defendia, LGVT, Negros e Pobres, em Regra, e não Exceção, que tanto denigrem a Família brasileira, nada contra, cada um deve fazer a sua Opção pessoal, bem como, deixar a critério de cada outro, e não imposição do Estado, que também o faça, longe da doutrinação e das questões de Gênero, malversadas em salas de aula, até que se decrete o Estado uma Lei que nos obrigue a todos, amancebar-nos, Heteros que somos, em nome da Não-discriminação, ávidos seguidores da Lei, certo de que Marielle, Deus a tenha, na Morte, hoje possui mais importância, tanto para Direita, como para a Esquerda, que jamais teve na própria vida.
Assim, enquanto mal resfriado o Cadáver, porquanto ainda se apuram as primeiras informações quanto a eventual Mandante, prosseguimos nós, em meio a tanta Bala Perdida, e cerca de 60.000 Homicidios/ano no Brasil, criando, cultuando, fabricando nossos próprios Heróis Mortos, todos derrotados, Macunaímas, Pedros e Tiradentes anônimos, como quem diz, para sempre:
“Marielle Ausente !???”
È muita Hipocrisia.

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.

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