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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Obrigação de ler mais de um jornal
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria a confirmação de que "Em terra de cego..."


Quem desconfia da atuação imparcial da mídia, principalmente a escrita, sabe que, bem ou mal, este ainda é o meio de informação público às pessoas no Brasil. Sob pena de formar uma opinião baseado no que interessa aos grupos controladores do poder, ler apenas um jornal, da mesma forma que assistir somente uma rede de TV, pode induzir o leitor ou telespectador a conclusões equivocadas sobre o que está acontecendo. Isso porque não é mais segredo de estado a preferência sobre a proteção ou ataque sobre pessoas, partidos ou instituições. Portanto...
Alguém viu estampado no Globo de hoje, via internet, informações sobre o envolvimento do ex-ministro Delfim Neto nas propinas das obras da hidrelétrica de Belo Monte? Ou o arquivamento, no mesmo jornal, pelo STF, do inquérito sobre as denúncias contra o Jose Serra (PSDB-SP), na Operação Lava Jato? Haveria alguma razão para nada disso ser publicado ou insistentemente levado ao ar nos telejornais? Parece que o combate à corrupção só está focado em algumas pessoas ou partidos. Pelo menos é o que os adeptos da imparcialidade percebem.
Para saber alguma coisa sobre os dois casos citados acima o leitor precisa procurar na Folha de São Paulo e nas informações do blogueiro Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada. Talvez o blog não inspire confiança por ser considerado um ferrenho defensor do Lula e crítico ardoroso do tucanato. Mas será que tudo que ele publica é mentira? Ou nada deve ser levado à sério? As quantias que circularam beneficiando Serra – os outros meios de comunicação divulgaram – atingiram as centenas de milhões de reais, R$ 113 milhões, para ser preciso.
Quanto a atuação do ex-ministro Delfim, as denúncias partiram, segundo a FSP, da empreiteira Andrade Gutierrez, através da delação de um ex-diretor. O esquema envolvia consultoria, além de outros recursos da engenharia financeira, porque houve insatisfação sobre a montagem do consórcio vencedor da obra. Como se diz no jargão popular: “briga de cachorro grande”! O que alguns não sabem é que a proximidade do envolvido com as grandes empreiteiras vem da época da Ditadura Militar, onde ele amealhou muito poder nas mãos. Por que só agora?
O que alguns se perguntam é por que com tantas denúncias envolvendo os tucanos nada aconteceu com os mesmos, até agora? Será que ninguém deve dar importância às picuinhas do blogueiro PHA? Se o sonho de consumo da população brasileira é colocar todos os corruptos atrás das grades, inclusive o Lula, o que impede de levar às barras da Justiça Aécio, Serra, Alckmin, Azeredo, Aloysio, Paulo Preto e outros? Quem sabe a sagrada imparcialidade só exista na vontade. Vive-se uma autocensura nos meios de comunicação, apesar de muitos negarem isso.
Curiosamente o Globo estampa em destaque que Marcelo Odebrecht entrega à Procuradoria Geral da República (PGR) e-mails que depõem contra Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda na gestão petista. A informação deve ser ignorada porque esta publicação joga pedra no PT? De jeito nenhum! O leitor deve tomar conhecimento e tirar suas conclusões, usando o mesmo filtro crítico que aplica quando lê algo publicado pelo Conversa Afiada, apesar dos alcances serem muito diferentes – independe da parcialidade da Justiça! Esquecer qual é o lado.
Infelizmente, se alguém busca a imparcialidade esta deve ser construída depois de analisar várias informações que o bombardeiam diuturnamente. Dificilmente o chamado formador de opinião é neutro nas suas opiniões. Seja pelo compromisso com grupos políticos, empresas e até por gratidão pessoal. Para evitar o tal apadrinhamento criaram-se as leis, mas isso não garante a lisura que o contribuinte espera dos responsáveis pela aplicação delas. Talvez a grande lição para o povo é que ditadura nenhuma agrada, independentemente do opressor que a exerce.


J R Ichihara
10/03/2018

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