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ODILON DE MATTOS FILHO
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Jornalismo
 
BRASIL VIVE A DITADURA DA TOGA E DA FARDA
Por: ODILON DE MATTOS FILHO

Já escrevemos neste espaço, por várias vezes, o caminho tortuoso que o Sistema Judiciário do Brasil escolheu para trilhar nestes últimos doze anos com a implacável e desmedida persecução penal contra os partidos políticos, movimentos sociais e políticos do campo progressista.

Essa verdadeira caçada teve início no ano de 2006 com ação penal 470, mais conhecida como “mensalão do PT”, mesmo porque o “mensalão tucano” foi enterrado, ou como diria o juiz Sérgio Moro, “isso não vem ao caso”!

Depois desta ação penal com pouco resultado prático para a política, pois, o campo conservador perdeu mais três eleições, veio a Operação Lava-jato, tão importante que virou um filme, aliás, até hoje ninguém sabe quem são os patrocinadores dessa película, mas o pior de tudo não são os escusos recursos financeiros para o filme e sim a escandalosa, imoral e ilegal participação direta do Sistema Judiciário nas filmagens, como laboratório ou com a cessão de equipamentos da Polícia Federal para os produtores do filme. Uma vergonha!

Hoje já está muito claro que tudo isso não passou e não passa de um sórdido e ardiloso plano que envolve o capital nacional e internacional, os rentistas, a “mídia nativa”, os EUA e o Sistema Judiciário do Brasil para tirar de cena os Partidos progressistas e o seu grande líder Luiz Inácio Lula da Silva.

Vitoriosos nesse primeiro embate, a quadrilha comandada por Michel Temer tomou o Poder central implantou um governo cleptocrata e está levando o Brasil a uma crise institucional e ao caos econômico, político e social jamais visto na nossa história.

Com a popularidade baixíssima e um parlamento totalmente rachado e imprevisível o governo não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência que é a menina dos olhos dos rentistas. Além disso, o governo se viu refém das denúncias e investigações contra a maioria de seus pares e apoiadores, assim, e diante desse quadro sombrio não restava outra saída a não ser uma jogada de marketing para tentar melhorar e/ou salvar a sua imagem e sua pele, dessa forma, o governo, sabidamente, apropriou-se do discurso fácil e populista da extrema direita sobre a questão da segurança pública e preparou, de maneira açodada e sem qualquer planejamento, o plano de intervenção na área de segurança pública do Rio de Janeiro e para tanto, buscou nas Forças Armadas o seu grande aliado para essa nova empreitada.

Evidente que esse plano de intervenção é político e tem objetivos bem definidos: melar as eleições de 2018 ou criar um candidato militar de alta patente (general) para disputar o governo. Em ambos os casos é certo que a pretensão é dar continuidade às políticas de privatizações, das reformas que o mercado exige, subordinar o Brasil aos interesses dos EUA e, especialmente, anistiar os corruptos do atual governo salvando-os da degola.

Pelas notícias veiculadas, somos de opinião que tudo caminha para não termos eleições em 2018. Há fortes indícios de uma ruptura silenciosa e sorrateira, aliás, as entrevistas dos militares interventores e do próprio governo são emblemáticas e converge para esse final.

Primeiro, o comandante do Exército, por meio do “Informex nº 005 de 16/02/2018” disse: “...O comandante do Exército em face da gravidade da crise entende que a situação exigirá comprometimento, sinergia e sacrifício dos poderes constitucionais, das instituições e, eventualmente, da população1". Sacrifícios da população, que tipo de sacrifícios?

Depois, no 27/02/2018 concedendo entrevista coletiva o interventor, general Walter Souza Braga Netto colocou alguns fatos que chamaram a atenção e serviram para acender a luz de alerta para o que pode vir no futuro próximo. Antes de iniciar a entrevista os jornalistas tiveram que escrever suas perguntas e submete-las a uma análise prévia, ou melhor, a censura. Depois, assim como acontecia na época da ditadura militar, outro fato ficou evidente, o compadrio da Rede Globo com os militares interventores. Segundo postado no sitio conversaafiada.com.br, foram respondidas apenas cinco perguntas. A primeira e a segunda perguntas foram da “Rede Globo”, a terceira pergunta do jornal “O Globo”, a quarta pergunta foi da “GloboNews” e a quinta pergunta da “TV Globo”. No final da entrevista, ou melhor, após responder as cinco perguntas do grupo dos irmãos Marinho a mediadora, simplesmente, encerrou a coletiva e para espanto dos demais jornalistas presentes disse que a demais perguntas seriam respondidas por e-mail. Evidente que os Repórteres espernearam, mas como na ditadura não adiantou!

Outro fato que assombrou a todos foram as declarações do general interventor. Primeiro ele comprovou que a intervenção não foi planejada e como tal não passa de plano “tabajara”. Disse o general: “..no momento, o que nós temos é o que está previsto no decreto. São os recursos de segurança pública já existentes no estado, e Brasília nos dará um aporte. Mas eu ainda não tenho as informações de valores porque nós mesmos ainda não levantamos esses valores...2” . E por fim, o mesmo general deixou um recado, no mínimo, ameaçador: “O Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil...3”. Precisa desenhar para ver o que nos espera?










1 Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/brasil/exercito-avisa-que-vai-rasgar-a-constituicao
2 Fonte: https://www.conversaafiada.com.br/brasil/como-no-ai-5-interventor-so-fala-com-a-globo
3 Fonte: https://www.conversaafiada.com.br/brasil/como-no-ai-5-interventor-so-fala-com-a-globo

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