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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Restariam as marchinhas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria uma pausa na luta contra os desmandos?


Estariam voltando as marchinhas de carnaval como uma forma de protesto? Unir insatisfação no meio da alegria não é novidade para o brasileiro. Basta puxar pela memória que surgem claramente as críticas sobre falta de água e luz, a rapinagem com o dinheiro público e outros abusos cometidos pelas autoridades. Quem sabe a criatividade popular não apresente novidades sobre as perdas dos trabalhadores e a farra do auxílio-moradia? O comportamento nacional é motivo de piada ao redor do mundo por causa disso. Mas haveria outra maneira?
A mídia divulgou que foram gastos R$ 817 milhões, em 2017, com o auxílio-moradia nos Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo). O juiz Sérgio Moro, que tem residência própria na cidade onde exerce suas funções, alegou que isso é porque não tem reajuste de salário há três anos. A mesma justificativa foi usada pelo juiz Bretas, sendo que neste tem um aditivo de indignação popular. Ele e a esposa, que também é juíza, recebem em dobro, apesar de morarem juntos em imóvel próprio. Segundo a regra, apenas um deles poderia receber o benefício. Mas...
Os insatisfeitos veem impotentes tudo isso acontecer sem qualquer protesto ou manifestação popular, como ocorreu para tirar a presidenta Dilma do poder. Pelo contrário, uma grande parte da população acha que os beneficiados recebem legalmente e uma coisa não tem nada a ver com outra. Além disso, os magistrados protestaram, em Brasília, junto ao STF contra a “retaliação” dos políticos sobre o auxílio-moradia. Quem vibrou com a exibição do filme “A lei é para todos” deve estar achando que a realidade é bem diferente da ficção - não é bem assim!
Mas estamos no período de carnaval, o nosso maior acontecimento popular nacional. Os noticiários já mostram como estão os preparativos para a grande festa, a ocupação dos hotéis, o movimento nos aeroportos, as perspectivas dos brincantes e pessoas que trabalham neste ramo de atividade. Nessas horas a maioria, talvez cansada e impotente contra os descasos e imoralidades da cúpula nos Três Poderes, quer mais é cair no samba e esquecer o tratamento que recebe das autoridades. Até em São Paulo, berço da seriedade e trabalho, a alegria promete.
Uma curiosidade nesta festa é a contradição, a radicalização. Fora a cultura do corpo sarado! O representante máximo neste reinado deve ser, preferencialmente, gordo, bem acima do peso considerado saudável. Ninguém está preocupado com aparência, grau de instrução ou poder aquisitivo. A ordem é brincar, se divertir, ignorar os problemas crônicos que insistem em se perpetuar no organismo do país. Se uma marchinha trouxer uma letra que proteste contra tudo que está errado, melhor ainda. Tem horas que a ironia é mais eficiente que o confronto direto.
Logicamente não faltam aqueles que afirmam que o fato de gostarmos de futebol e carnaval contribuem para a alienação quanto aos verdadeiros problemas nacionais. Soma-se a isso a baixa escolaridade, sempre ela, para sacramentar de vez para a falta de consciência do povo nos seus direitos. Será que os motivos são apenas esses? Na maior democracia do planeta, os Estados Unidos, as festas nacionais são muito valorizadas pela população. Da mesma forma que os esportes populares têm milhões de torcedores apaixonados. Por que aqui isso é atraso?
Enquanto toda e qualquer irregularidade ser debitada na conta do contribuinte, deixando os aproveitadores numa zona de conforto intocável, veremos o fosso da desigualdade aumentar de forma assustadora. Qual o limite do poder nas mãos das pessoas? Como colocar um freio moral em tudo que prejudica o cidadão comum e chega ao conhecimento público? Quem deveria dar o exemplo de que a Lei é para todos? Não vale filme intencionalmente dirigido para destruir alguém politicamente. Se nada disso é possível... Por que o carnaval tem parcela de culpa nisso?


J R Ichihara
05/02/2018

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