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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Mau uso da caneta
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O que dizer de quem não se manifesta?


O povo brasileiro, principalmente o contribuinte que acredita nas boas mudanças via eleições, não tem muitos motivos para comemorar o resultado das suas expectativas nas escolhas dos dirigentes. Por que isso vem acontecendo há décadas? A história da nossa política, até o momento, mostra que as velhas práticas nunca saíram da moda. Entra governo, sai governo e tudo continua igual. O problema era a direita reacionária? Assumiu um partido de centro, mas pouco ou nada mudou. Fomos mais à esquerda, com o comando petista, mas... O que vimos?
Agora, às portas de novas escolhas através de eleições, muitos acreditam – seria o único caminho para sair do atoleiro? – que são a esperança e a chance de mudanças para acabar com o esquema de corrupção e impunidade que chegaram ao conhecimento público. Na opinião da maioria é a oportunidade de tirar os corruptos que se instalaram no Poder Legislativo e entrega-los à Justiça, sem a proteção do tal Foro Privilegiado. É o que mais se lê nas manifestações que superlotam as redes sociais. Mas será que isso vai acontecer mesmo? Então... A hora é agora!
Faz parte da nossa cultura respeitar, na verdade temer, as autoridades constituídas por causa do poder de decisão, a conhecida “canetada”, que costumeiramente usam contra os que não têm acesso ao mundo deles. Não importa se há arbitrariedades nas punições impostas ao cidadão comum. Daí o velho e batido ditado popular que todos conhecem por aqui: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Por algum tempo isso foi caindo em desuso, mas parece que ressurgiu com uma musculatura capaz de reduzir a pó quem ousa discordar. Se isso é Justiça...
Mas algumas crenças nos ajudam a manter acesa a chama da esperança de dias melhores. Por isso o otimismo de que nunca desistimos. Apesar da fama de ingênuos politicamente e facilmente tapeados com ilusões como futebol, carnaval e outras manifestações religiosas, alguns não ignoram o que está acontecendo por causa dos eventos que podem desviar a atenção dos assuntos importantes. Seria por causa disso que a corrupção e a impunidade se fortaleceram no Brasil? Esta teoria não é pretensiosa e simplista? Diversão anula a seriedade?
Será que uma decisão judicial que agride a moral e os bons costumes é tomada porque o cidadão brincou carnaval, acompanhou uma procissão religiosa ou foi torcer pelo seu time do coração? Alguns meios de comunicação, através dos seus profissionais, querem incutir na cabeça da população que as autoridades fazem o que fazem por causa da nossa forma de convívio social – e muitos aceitam e defendem isso. Qual o nexo causal nisso? Como questionar, se manifestar e protestar, veementemente, sem tomar conhecimento do fato? Talvez o mal não esteja só nisso!
Voltamos sempre a bater na mesma tecla de que o nosso grande problema é a baixa escolaridade do povo. Mas se a Justiça e os órgãos fiscalizadores não fizerem a parte deles, adianta a população ter um alto nível de graduação escolar? Somente criticar, questionar e se manifestar, sem a atuação eficaz das autoridades responsáveis pela Lei e pela Ordem? Vemos nossos parlamentares e juízes decidirem defendendo interesses próprios? Será que só fazem isso porque o povo gosta de samba, futebol e cerveja gelada? Ou as canetas estão em mãos erradas?
Talvez apenas a insatisfação e a manifestação popular sobre a atuação de certas autoridades não sejam suficientes para uma mudança de comportamento neste mundo particular. O que fazer? Com certeza, o resultado esperado não virá no curto prazo. Mas a crescente indignação das pessoas, diante de tantos escândalos, já mostra que a consciência nacional está adotando uma postura muito diferente da que certos colunistas dos meios de comunicação apontam como a causa do problema. Apesar da baixa escolaridade alguns sabem usar a caneta!


J R Ichihara
16/01/2018

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