Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 

E-mail:
Senha
       
        Cadastre-se
Esqueci minha senha
Homepage
Pensadores
Lazer e informação
Citações
Textos Fantásticos
Poemando
Provérbios
Estatuto do poeta
Peão diz cada uma!
Bíblicos
Contos e poemas de Natal
Básico de violão
Livrarias
Informática
Artes
Jornais
Revistas
Música
Televisão
Infantil

MUSIPOEMA

MUSIPOEMA
A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL
SER MÃE
AMIGO É...
AMAR É...
 

 

Busca

 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
O que os reformistas não explicam
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Um estilingue contra o AK 47


Passado a euforia por causa do aumento nas vendas do Natal, em relação ao ano anterior, numa triste realidade, bem distante do otimismo contagiante do governo, a mídia divulga que foram fechados mais de 12 mil postos de trabalho com carteira assinada. Seria o lado ruim que os reformistas tentam esconder, tipo aquilo que é varrido para debaixo do tapete, como disse o ex-ministro do presidente FHC? Não caberiam muitos questionamentos sobre o mundo maravilhoso que se viveria caso a Reforma Trabalhista fosse aprovada? Ainda mais em plena época natalina?
Logicamente o demissionário ministro do Trabalho, deputado Ronaldo Nogueira, ressaltou os avanços conquistados com a aprovação das mudanças nas relações de trabalho entre patrões e empregados. Também alegou cansaço, por excesso de trabalho, pouco convívio familiar e intenção de se dedicar à campanha eleitoral do próximo ano. Disse que só saiu após cumprir com a missão de aprovar a reforma vital para criar mais vagas de emprego. Falou sobre os mais de 12 mil desempregados de forma pouco convincente, mas disse que os efeitos só virão em 2018.
Curiosamente, o que o trabalhador comum vê é muito diferente do divulgado pelos parlamentares e empresários. Há poucos dias circulou a notícia que uma ex-funcionária do Banco Itaú terá de pagar R$ 67,5 mil por causa de uma reclamação trabalhista. A ação dela pedia uma indenização de R$ 40 mil, por acumulo de função, dano moral por assédio e danos materiais, desrespeito aos 15 minutos de intervalo entre a jornada regular e as horas extras, ao abono de caixa e ao intervalo de digitador. Pelas novas regras ela perdeu e foi condenada a pagar ao Banco!
Quem se lembra do forte argumento que a Reforma daria segurança jurídica às partes? Isso era o que mais o relator, o deputado Rogerio Marinho (PSDB-RN), falava nas entrevistas. Qual segurança jurídica teve a ex-funcionária do Itaú? Alguém duvida que muitos funcionários, de qualquer empresa privada que seja, principalmente de banco, trabalham em jornadas exaustivas? Justiça não é para intimidar ninguém, mas para decidir a favor de quem está com a razão. O que dizer da demissão em massa dos professores da Faculdade Estácio? Por que não pagar o certo?
Haveria algum problema em pagar o que o reclamante teria direito comprovadamente? Se a atuação da Justiça for no sentido de prejudicar o trabalhador, qual seria a função dela como meio de defender os direitos? No caso da ex-funcionária do Itaú, o que se divulgou foi que o juiz aumentou o valor da causa para R$ 500 mil. Deu ganho para a reclamante em alguns itens, condenando o banco a pagar R$ 7,5 mil, mas considerou improcedentes os outros itens e condenou a ex-funcionária a pagar os R$ 67,5 mil, por causa dos “honorários de sucumbência”.
Tomando como exemplo o caso onde o banco venceu a causa e ainda embolsará R$ 60 mil, certamente a maioria pensará mil vezes antes de ajuizar uma causa contra o ex-empregador. Isso comprovará, na prática, que a tal vitória do Davi contra o Golias só existe no mundo bíblico. Dá para comparar o poder de argumentação que uma banca de advogados de uma grande empresa com o de um simples ex-empregado? Como alguém ousará enfrentar um ex-patrão, estando desempregado e sem recursos para pagar os tais “honorários de sucumbência”? Então...
Infelizmente, ao contrário do que pregavam os reformistas, a situação do empregado só vai piorar. Talvez do saco de bondade que as novas regras prometeram aos trabalhadores saiam mais gatos do que lebres. Se em pouco tempo de validade delas já vemos o que acontece com quem recorre à Justiça... Pode-se imaginar como será o comportamento de quem for demitido daqui para frente. De que adianta ter alguma razão? Que tal perguntar aos parlamentares, aos empresários e a todos que apoiaram as benditas reformas: só foi bom para quem cara-pálida?


J R Ichihara
28/12/2017

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: GcFP (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.