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ALESSANDRA LELES ROCHA
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Direitos humanos, direitos de todos
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA




Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade (Art. 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948).
Deveria ser simples assim. Essa condicionalidade já nos dá um bom indicativo das razões pelas quais isso não acontece. Infelizmente, a racionalidade humana parece só conseguir enxergar a vida e suas nuances através da complexidade.
Diferentemente de outras espécies animais, nossas regras de coexistência fogem a objetividade, a simplicidade que de fato garantiria a sua sobrevivência. Muitos pesos para milhões de medidas, levando em conta, na maioria das vezes, interesses próprios e nada altruístas. Somos, portanto, animais egoístas, incapazes de pensar e agir voluntariamente em prol da sua espécie.
Considerando o princípio básico da existência, o qual afirma que os seres nascem, crescem, reproduzem, envelhecem e morrem, de onde terá surgido a nossa hierarquia capaz de estabelecer escalas de importância e de necessidade para os seres humanos? Por que nos consideramos mais ou menos em relação uns aos outros? Por que precisamos mais ou menos do que uns e outros?
Em todo o mundo milhares de pessoas despendem suas energias em litígios, por conta de interesses que lhes provenham mais riqueza, mais poder, mais status. E por quê? Se a vida é um instante o qual não dispomos o controle na palma das mãos.
De repente, você não abre mais os seus olhos. Você se vai e tudo o que aprendeu, fez, construiu, acumulou ficará para trás. Um tempo de ponderações e reflexões deve lhe permear os pensamentos e, certamente, uma boa dose de arrependimentos e tristezas irá apertar os seus sentimentos, fazendo-lhe a seguinte pergunta: valeu a pena?
“Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena”, diria Fernando Pessoa. Mas, mais uma vez, para o ser humano não é tão simples assim. Sua alma tem sempre um peso morto a impedi-la de ser livre, de ser feliz, de ser simplesmente humana. Ela é uma acumuladora por excelência; sobretudo, de defeitos. Acumula arrogância, prepotência, ganância, indiferença,... Como se tudo isso fosse importante para viver.
Diante da cortina fechada, das luzes apagadas, essa compreensão nos dá a dimensão exata do que poderíamos ter sido, ter feito, ter realizado de belo, de justo, de sagrado; mas, já é tarde. Nosso corpo frio e inerte, agora entende que direitos humanos são direitos de todos; mas, fazer o quê?
Por isso, é importante enxergar a si e ao mundo sempre, abdicando da cômoda posição de indiferença que teima em nos envolver. Se você tem direitos, os outros também tem. Se você tem deveres, os outros também. A vida é assim. A igualdade que todos os códigos, leis e doutrinas pregam parte justamente dessa lógica tão simples, tão fundamental, ou seja, a essência que nos torna humanos.
Etnia, credo, gênero, profissão, religião, interesses,... por detrás de todos esses rótulos está um ser humano. Que ri, chora, sofre, luta, vive os altos e baixos do cotidiano, tentando manter a sua dignidade. Ele sonha como você; mas, talvez não sejam os mesmos sonhos. Ele trabalha como você; mas, talvez não seja o mesmo trabalho. Ele aprende como você; mas, talvez não seja da mesma forma. Ele reza como você; mas, talvez não seja o mesmo credo. ...Mas, nem por essas pequenas diferenças, ele deixa de ser humano como você.
Em tempos de tensão, de guerra, de conflitos iminentes, não podemos acreditar que omissões possam ser menos dolosas do que os atos em si. Ao ignorarmos o ser humano estamos nos ignorando, nos colocando em uma posição de superioridade e conforto que na verdade não existe. Somos todos “a bola da vez”. Portanto, defender ou não os direitos humanos é simplesmente uma forma de demonstrar a existência (ou não) do nosso amor próprio, do nosso próprio amor.

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