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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ganhar pouco, pagar caro e viver mal
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O típico vira-latas!


Qualquer brasileiro que sabe fazer as quatro operações da aritmética básica (somar, subtrair, multiplicar e dividir) se conscientiza sobre a forma injusta que vive o nosso mediano. Não é à toa que somos um dos países socialmente mais desigual no mundo. O governo federal, após as inúmeras rejeições de popularidade, gasta milhões em propaganda para tentar convencer o contribuinte que as medidas propostas são para acabar com o privilégio de alguns e melhorar a vida de quem precisa de mais assistência pública. Como acreditar nisso, vendo o que acontece?
Se os números não mentem, como querem que a população acredite, por que há necessidade de aumentar a alíquota de contribuição, além do tempo, para gozar de uma aposentadoria decente? Qual seria o problema se todos que recebem um salário muito acima da maioria contribuíram para isso? É muita pretensão, para não dizer uma tentativa de chamar de palhaço, querer culpar e penalizar aquele que recebe um mísero salário mínimo, mas contribuiu religiosamente, pelo rombo das contas públicas. O fim da escravidão ainda não chegou por aqui?
As fitas hollywoodianas mostram como os norte-americanos planejam e desfrutam da aposentadoria. O pensamento neoliberal dos nossos dirigentes quer incutir na mente dos brasileiros que esse é o modelo que funciona. A ideia não é de toda inexequível, mas lá as pessoas pagam muito menos impostos sobre produtos e serviços, por isso sobra dinheiro para aposentadoria e curso superior pago. Como achar que podemos comparar os gastos de um cidadão norte-americano com o do brasileiro? Portanto, este argumento não pode ser usado.
Indiscutível, vendo por este ângulo, que o sonho de consumo de muitos brazucas seja o de viver nos Estados Unidos. Uma grande parte da nossa população até economiza o que ganha por aqui para gastar nas viagens que fazem para a Terra do Tio Sam. Muitos alegam que já cansaram de lutar para melhorar o Brasil – chegaram ao limite da persistência! Como as autoridades veem esse comportamento que ganha cada vez mais adeptos? Dificultando a saída de dólares ganhos honestamente? Isso nem melhora para quem fica, muito menos para quem vai.
O que justificaria um brasileiro, que tem graduação superior, optar por trabalhar como garçom, lavador de pratos ou realizar qualquer atividade aquém da sua capacitação profissional em outro país? Como ver oportunidades maiores para melhorar de vida, abrindo mão de família, amigos e direitos constitucionais? Para que se investiu dinheiro público na educação e formação de alguém que vai produzir em outro país? Qual foi o retorno desse investimento para a sociedade que contribuiu para bancar toda a fase acadêmica? Grosso modo, isso é o tal “Fundo Perdido”!
Uma das coisas boas que a internet e as redes sociais oferecem é a velocidade das informações. Dia desses, um cidadão mostrou ao vivo a discrepância entre o preço da gasolina aqui e nos Estados Unidos. Com o valor que pagamos por um litro, o vídeo mostrou, o pobre do norte-americano encheu três galões e mais um pouco. Claro que a comparação foi o valor monetário sem considerar o câmbio. Mas pouco importa, se levarmos em conta que eles ganham mais que nós, ou seja, os nossos R$ 5 seriam equivalentes aos U$5 deles. Um galão = 3,5 litros!
Haveria uma explicação aceitável para a maioria do nosso povo ganhar pouco, ser obrigado a pagar muito caro por tudo que consome e viver de forma extremamente indigna? Isso revolta, joga a autoestima no lixo e estimula cada vez mais a opção por viver em outro país, mesmo que seja para exercer atividades incompatíveis com a capacitação profissional. Lutar pelas mudanças é honroso e necessário, mas concluir que a alta cúpula está se lixando para a população desfavorecida, é desestimulante. Então... Até quando continuaremos sendo um país de vira-latas?


J R Ichihara
06/12/2017

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