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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Inflação e suas contradições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quantos figurões sobreviveriam com um salário mínimo?


A cada anúncio do governo de que a inflação está caindo, seguido dos aumentos de combustíveis em geral e tarifas de energia elétrica, a população entende menos o que isso significa. De que adianta tentar explicar usando termos sofisticados se o poder de compra diminui visivelmente? Todos sabemos que qualquer aumento na gasolina e no óleo diesel, o responsável pela movimentação de cargas e pessoas no país, terá um efeito multiplicador nos itens que dependem deles para funcionar. Da mesma forma com a energia elétrica. Como os preços cairão?
Os reajustes acumulados do Diesel e da gasolina, nos últimos dois meses, foram de 11,3% e 19,6%, respectivamente. Nas famílias de baixa renda, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os maiores impactos diretos são o aumento do gás de cozinha e da energia elétrica, que elevaram em quase 11% os gastos com esses itens indispensáveis. Por isso é extremamente difícil aceitar, assim como entender, que a vida está melhorando para os mais desafortunados. Será que os mais abastados sentem os impactos com a mesma intensidade? Pobre sofre mais!
Sabe-se que muitos servidores públicos, agora qualificados como os vilões e responsáveis pelo rombo nas contas do país, ganham salários que mal cobrem as despesas. Fora essa adversidade, os gestores municipais e estaduais costumam atrasar os pagamentos sem qualquer contrapartida na falta de honrar seus compromissos junto aos prestadores de serviços. Como alguém pode desempenhar suas funções com satisfação sendo tratado desta forma? Por que não faltam recursos para pagamentos da alta cúpula dos Três Poderes? Todos são iguais... Onde?!!!
Infelizmente, vendo alguns comentários nas redes sociais sobre o funcionalismo público, comprova-se que o objetivo do governo federal foi totalmente alcançado. Percebe-se que não há mais respeito pelo servidor público comum (professores, técnicos em geral, pessoal da segurança e saúde), que agora estão no mesmo saco de farinha que os corruptos e privilegiados intocáveis. Todos viraram parasitas da nação! Ironicamente não lemos tanto ojeriza contra os membros do Judiciário, que soltam todos os figurões corruptos, nem contra os parlamentares que os perdoam.
Mas o assunto é inflação e seus efeitos sobre a vida sofrida do trabalhador. Como o achatamento dos salários no país, tanto na iniciativa pública quanto na privada, ajudaria a combater a inflação e alavancar o desenvolvimento? Se todos os bens de consumo elevam os preços... A conta não fecha com salários menores e pessoas desempregadas. Portanto, toda comemoração sobre os números relativos a PIB, desemprego e outros que avaliam a economia do país devem ser analisados com uma lupa diferente dos governistas. A realidade mostra isso!
Dependemos de um conjunto de medidas para sair desse atoleiro? Somente eleições mudará este quadro indesejável que assistimos? Ou as coisas só voltarão ao eixo com uma intervenção militar? Enquanto houver pessoas acima do bem e do mal – o foro privilegiado está aí para confirmar isso – a parte maior da conta a ser paga sempre será entregue para os mais pobres. É ele que sente mais todo e qualquer ruído prejudicial na economia. Dia desses a mídia mostrou com tristeza como os policiais fazem uma viatura funcionar. Empurrando!!! Algo não está errado?
Cansamos de ouvir que o brasileiro é passivo até com quem lhe prejudica. A mídia mostrou uma manifestação no Peru por causa da polêmica do gênero nas escolas. Por que a própria mídia nativa não mostra a insatisfação dos brasileiros contra os desmandos das nossas Casas Parlamentares e da Justiça? Quando ela faz isso é para insinuar que não foi manifestação popular, mas simples ato de vandalismo. Certo ou errado, mas o único protesto sério contra aumento de combustível foi numa rodovia quando o PT governava o país. Mas... Isso agora não vem ao caso?


J R Ichihara
30/11/2017

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