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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Vendas, salários e empregos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Voltou o "quero que o pobre se exploda"?


A mídia, não se sabe por que motivos, passou a divulgar o bom desempenho da economia brasileira, a queda sucessiva da inflação e o aumento do emprego no país. Na carona disso, o rejeitado presidente Temer puxa para si o bom momento como se isso fosse devido às medidas escravagistas que aprovou na Reforma Trabalhista. Será que o aquecimento não é sazonal tendo em vista a chegada das festas de Natal e Ano-Novo? Qual estudo sério e independente mostra que esta situação pontual é consequência da intimidação do empregado frente ao patrão? Mas...
Os lojistas comemoram o aumento das vendas – este mês, inflado pelo Black Friday – e apoiam a nova relação patrão x empregado, como se a redução no salário fosse melhorar o poder de compra dos trabalhadores. Outros já projetam o incremento que virá com o recebimento do décimo terceiro salário. Por que então eles são a favor de se acabar com este benefício? Incoerência extrema: pagar, não... vender para quem recebe, sim. A mentalidade neoliberal é cheia de contradições. Evitam a maternidade nas empresas, mas gostam muito do Dia das Mães.
Qualquer pessoa de inteligência mediana sabe que a economia depende de oferta e procura. O equilíbrio do sistema, para a cadeia produtiva, depende do vendedor e este do comprador. Se o elemento na ponta do processo, o comprador, não ocupar o seu espaço, toda a sustentação perde o sentido. As vendas podem ser internas, no próprio pais que produz, assim como externas, quando o produto é exportado. Mas em qualquer das situações a figura do comprador é indispensável. Como falar em saída da crise econômica se não há emprego?
Especialistas de todas as tendências ideológicas opinam sobre a crise atual que já perdura por algum tempo no Brasil. Mas para a classe empresarial o grande problema do custo Brasil são as leis trabalhistas, a infraestrutura precária e os tributos elevados, que não permitem competitividade com os concorrentes internacionais. Os políticos e alguns membros do Judiciário dizem que a grande pedra no sapato é a Previdência Social. Já o coitado do trabalhador assalariado não tem dúvidas: o ralo nas contas está nos gastos absurdos do Alto Escalão!
Como aceitar e entender que alguns membros do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte receberão R$211 mil de auxílio moradia, retroativos ao período 2009-2014? Onde existe contenção de despesas na Administração Pública? O mais grave é que até quem foi afastado compulsoriamente da função terá direito a receber essa grana. Isso só comprova que a crise e o aperto nos gastos públicos não valem para alguns privilegiados. Essa verba sairia de alguma fonte independente da arrecadação normal? Caso negativo... algum serviço sofrerá corte de recursos!
Infelizmente, neste país, todo investimento em obras, seja de qual natureza for, depende do governo nos três níveis – municipal, estadual e federal -, ficando a iniciativa privada restrita a explorar concessões feitas pelo Poder Público. Se há corte nos investimentos, como o que ficou determinado neste governo, como ficarão os trabalhadores que dependem desses serviços? Por isso a incerteza nas afirmações dos otimistas que tudo vai melhorar após a aprovação das reformas propostas pelo governo. Baseado em que os governistas e empresários afirmam isso?
Vender seu peixe é o marketing de qualquer gestor público no exercício da função. Quem é maluco de dizer que a situação está ruim, mas vai piorar? Algum deles fala que cometeu erros prejudiciais à população? Ou justifica o porquê de pagar valores inaceitáveis, face a situação atual, como o auxílio moradia retroativo para alguns servidores do TJ do RN? Se a população, que não vê saída para a situação caótica e humilhante, não reclamar... Quem vai se lembrar que alguém tem de pagar a conta? Enquanto isso... tem criança desmaiando de fome na escola pública!


J R Ichihara
24/11/2017

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