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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Escravidão na alta cúpula
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como dispensar a multa rescisória


Quem achava que os privilégios dos servidores da alta cúpula no Brasil eram suficientes para tirá-los da escravidão precisa rever suas opiniões. Eles são tão necessitados como os milhares da base da pirâmide da Administração Pública. Como sobreviver com um salário de R$ 33,7 mil, alegou a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois? Tal quantia não daria para ela comer e se vestir adequadamente, da maneira que o cargo requer. Ainda tem as outras necessidades que exigem despesas como cabelereiro e demais cuidados com a aparência.
Realmente, é muito difícil alguém representar um cargo importante ganhando uma mixaria dessas. Apesar de ter direito a carro com motorista, jatinho da FAB, cartão corporativo e imóvel funcional, fez um requerimento pleiteando receber R$ 61 mil por mês. O pedido repercutiu mal de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Mas ela disse que aceitará os R$ 33,7 mil, caso o governo negue atender o seu pedido, dizendo "Eu continuo porque eu sou brasileira. Para mim dinheiro não é tudo. Eu continuo sobrevivendo". Tanto patriotismo não merecia uma estátua como homenagem?
Como isso é visto pelos desempregados, os que sobrevivem com a ajuda dos criticados programas sociais e os servidores públicos que, além de ganharem mal, estão com os salários atrasados? Como já mostraram os inúmeros estudos sobre o problema da desigualdade deste país, o fosso só aumenta cada vez mais. A ministra deve balizar a sua reivindicação usando como parâmetro os outros absurdos que campeiam no topo do Judiciário, onde salários abaixo de R$ 100 mil são para os do grupo da ralé. Portanto, apesar da atitude ofensiva, o meio estimula isso.
Se o assunto “trabalho escravo” está na crista da onda... Por que os escravizados ministros, parlamentares e outros explorados servidores da Administração Pública ficariam de fora no que diz respeito ao tratamento das injustiças? Há que se rever não apenas os salários, as jornadas exaustivas, mas todas as condições desumanas que os mesmos são obrigados a enfrentar para oferecer um serviço de alta qualidade para a sociedade. Quem não vê injustiça quando se avalia o desempenho da alta cúpula no Brasil? Todo trabalhador deve ser respeitado!
A mídia exibiu o oportuno desabafo do ministro do STF e presidente do TRE, Gilmar Mendes, sobre a sua situação de trabalho escravo, sem reclamar absolutamente nada. Será que ele não merecia um significativo aumento nos vencimentos devido a tanta dedicação em prol do bem-estar da população? Como os ingratos contribuintes não enxergam que a atuação de tão comprometidos e indispensáveis servidores é que garantem o bom funcionamento da ordem e do progresso neste país? Talvez se olharmos os notórios escravos de outra forma a vida melhoraria.
Infelizmente, como não se deve importunar quem está fazendo tudo para garantir segurança jurídica, o termo da moda para os reformistas de plantão, o jeito é apertar o cinto de quem nunca trabalhou para melhorar nada por aqui – os inúteis trabalhadores comuns. Se os de cima lutam desesperadamente por um Brasil melhor – e nada mudou como deveria – a culpa só pode ser, indiscutivelmente, dos que não cumprem direito com suas responsabilidades, seja por falta de escolaridade, de habilitação... ou por simples improdutividade. Tem de ser no térreo!
Está mais do que na hora de preservar o que ainda há de bom no país. Onde já se viu privilegiar um bando de analfabetos incompetentes em detrimento das brilhantes cabeças pensantes? Assim vamos acabar virando uma Venezuela, uma Cuba... ou qualquer uma dessas republiquetas desprezíveis que existem mundo afora. Onde já viram operário saber se comportar em um ambiente requintado – ele é para trabalhar no pesado! Afinal, merecimento não é para qualquer um. Que o digam Luislinda Valois e Gilmar Mendes. E a gentalha que se dê por feliz!


J R Ichihara
04/11/2017

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