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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Fazer é bem diferente de simplesmente falar
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Palavras sem ação comprovada resolve alguma coisa?


Debaixo da incerteza sobre os rumos do país, onde apenas o governo e seus aliados no Congresso veem melhoras significativas, a atenção do povo se volta para as próximas eleições presidenciais. Parece que até os escândalos sobre corrupção e obstrução da Justiça perderam a importância. Seria o tal indiscutível “bola pra frente”? A mídia divulgou que a condenação do ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, foi por causa de R$ 3 milhões recebidos como propina. Os R$ 2 milhões de Aécio não foram suficientes para prendê-lo. Talvez os valores justifiquem.
Os holofotes se voltam para os possíveis finalistas ao maior cargo público do país. Segundo os meios de comunicação, estariam na reta final o deputado Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Seria este o motivo do comportamento implacável do juiz Moro nas investigações sobre o petista? Daí a sua previsível condenação na segunda instância, agora no TRF4, de Porto Alegre, que precisa confirmar os 9 anos e 6 meses da sentença no julgamento na primeira instância. Independentemente disso os dois já estão em campanha pelo país. Alguma dúvida?
Aqueles que não admitem mais tanta impunidade diante da corrupção, não importando de qual partido político é o beneficiado, estão apostando todas as fichas nas próximas eleições. Será que apenas isso resolve um problema crônico que desafia seguidas gestões nos níveis municipal, estadual e federal? Alguém descobriu a fórmula mágica para colocar este vilão sob controle? Sem mudanças radicais nos Três Poderes isso pode acontecer? O decepcionante é que o nosso histórico não aponta para isso. Que fizeram os varredores e caçadores que elegemos? Portanto...
Muitos otimistas incuráveis acham que apenas elegendo pessoas de bem reduziremos a corrupção ao nível aceitável nos padrões mundiais. Existe índice até para isso? Bem ou mal alguns países exibem orgulhosamente sua confiança na gestão pública com o dinheiro do contribuinte. Edições especializadas publicam e listam os campeões na satisfação da população com relação a aplicação dos impostos pagos pelo contribuinte. Mas dizer que em tal país não há corrupção é muita ingenuidade – se iguala a acreditar em Papai Noel. Temos tantas pessoas de bem por aqui?
Pode ser decepcionante aos que acreditam que a solução para a situação caótica do Brasil está nas falas do deputado Bolsonaro. Quem se der ao trabalho de analisar o desempenho dele, em quase três décadas como parlamentar, pode pedir para ele baixar a bola. Ele apresentou 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto de legislativo e propostas de emenda à Constituição (PECs). Disso tudo... apenas dois foram aprovados!!! De quanto tempo ele precisaria para colocar o país nos trilhos via propostas ao Congresso? Falar e fazer são muito distintos!
Tem muito de verdade e sabedoria quando ouvimos que “quem tem boca diz o que quer”. Mais ainda o contraditório “quem diz o que quer, pode ouvir o que não quer”. Enquanto o eleitor se pautar pelas belas palavras, muitas sem qualquer aplicação prática numa gestão pública, jamais sairemos dessa lenga lenga que os parlamentares e gestores do Executivo jogam ao vento para a população se sentir culpada. Quando as Reformas, que viriam melhorar tudo, mostrarem a face cruel da subserviência ao mercado, a aposentadoria inalcançável e outros mais... Será tarde!
Uma gestão pública que não estiver com os interesses voltados para a população nunca ganhará o apoio necessário para trabalhar com tranquilidade. No Brasil, com raras exceções, todo governante atua como o Robin Hood às avessas – tira do pobre e dá ao rico! Alguém vê batida de panelas contra os salários ofensivos da alta cúpula do Legislativo e do Judiciário? Mas vá aumentar um centavo no salário mínimo ou em qualquer programa social. Isso não pode porque quebra o país! Afinal, quem olha para os mais pobres, secularmente, neste país? Só as urnas?


J R Ichihara
01/11/2017

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