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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
De repente, moralismo radical: qual o perigo disso?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Poucos passam uma triagem rigorosa!


A população brasileira, sedenta de Justiça e ansiosa para acabar com a impunidade que alimenta a corrupção, de repente se vê no meio de uma onda de moralismo sem precedentes na História do país. Dá para separar o joio do trigo numa situação dessas? Como achar que estamos no caminho certo se alguns continuam longe das barras dos Tribunais? Haveria uma metodologia para mensurar, sem o alarde midiático, quanto avançamos no combate ao inimigo número um na Administração Pública? O fato é que o socorro utilizado pode matar o sedento, além da sede.
Enquanto acharmos que a corrupção é uma doença que só atinge petistas, civis e servidores públicos corremos o risco de atolar patinando ou chovendo no molhado, como dizem os ditados populares. A mídia estampou a corrupção nas Forças Armadas no decorrer desta semana. E aí? Como ficam os defensores ferrenhos da honestidade imaculada dos militares? Quanta bobagem! A corrupção existe – e sempre existirá – nos quatro cantos do planeta. Basta ter dinheiro e dois lados negociando valores para surgir um ambiente movido à tentação. Então...
Qual a serventia de desencavar a origem dos recursos que financiavam as campanhas eleitorais no Brasil? Se estendermos ao restante do mundo não encontraremos muita diferença. Por que isso escandaliza tanto agora que resolveram eleger a ética e a moral como valores inegociáveis no dia a dia do brasileiro? Pura hipocrisia! Quem desconhecia a regra para contratação de obras no serviço público? De repente todos viraram santos, querem o fim dos esquemas, apontam o dedo para os demais... calçaram as sandálias da moralidade intocável.
Claro que do jeito que estava não poderia continuar, mas vestir de santidade quem há bem pouco tempo seguia a cartilha das empreiteiras, grupos de influência e pessoas que exerciam o poder, direta ou indiretamente, é querer que acreditemos em conversões milagrosas. A comprovação, mesmo com a insatisfação do contribuinte, é fornecida pelo próprio STF. Quantos ainda acreditam que esta instituição tem estatura moral para ser o guardião da Constituição? Adianta o ministro Gilmar dizer que é um escravo do trabalho, sem reclamar absolutamente nada?
Ironicamente a população se divide sobre o que é corrupção, de acordo com a preferência político-partidária. Da mesma forma que a mídia também escolhe quem ela acha que faz um mal maior ao país, ou seja, se nos livrarmos de alguns elementos indesejados legalmente... Tudo melhora consideravelmente. Por outro lado, têm os que merecem um tratamento diferenciado porque foram envolvidos em armadilhas montadas pelos conspiradores. Por isso surgiu até um termo carinhosamente chamado de “nossos corruptos de estimação”, pelos críticos antagônicos.
Todos sabemos que nenhum extremismo é benéfico, seja a favor ou contra. O radicalismo mostrado pelos extremistas está aí para provar. Ditadura, pelo mesmo motivo, não é solução para uma situação onde ninguém se entende – quando a desobediência impera, então, o oportunismo preenche facilmente o posto de salvador da pátria. A História da humanidade mostra que ditadura alguma é boa, tanto faz ser de direita ou de esquerda. Então por que uma grande maioria pede clamorosamente pela intervenção militar no Brasil? Esqueceram como este regime tratou o povo?
O clima de incerteza é tão grande que muitos se omitem de assistir aos noticiários ou participar de qualquer discussão política no cenário atual. Por que? As pesquisas sinalizam que a decisão da maioria é a anulação do voto para os cargos eletivos. Seria esta a solução para o bem-estar nacional? Ou o eleitor ainda acredita que entre os diversos candidatos existe alguém sem qualquer mácula na reputação, com zero de imperfeição, no comportamento em sociedade? Quanto moralismo sem comprovação prática! Sobra alguém sob esses obsessivos critérios?


J R Ichihara
24/10/2017

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