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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Pré-candidatura e as imagens
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo de acreditar no salvador da pátria


Descrente de toda e qualquer solução para a crise que se encontra o país, o brasileiro passou a apostar numa intervenção militar, a curto prazo, assim como nas eleições do próximo ano, como alternativa para acabar com a pouca vergonha que tomou conta do Congresso. Qual seria a outra forma democrática de afastar o desmando que vemos nos Três Poderes? Como garantir que os militares se contentarão em apenas impor respeito à Constituição, sem dar um golpe igual ao de 1964? Há muita temeridade em se agarrar à tábua de salvação num desespero.
Não bastasse o STF se acovardar diante do Senado, no caso do afastamento do senador Aécio Neves, agora os blindados parlamentares querem que a decisão sobre a situação dele seja votada em sessão fechada. Se não é muito descaramento... Alguém precisa vir à público esclarecer para a população. Por isso os eleitores, mesmo os que acham que tucano não pode ser preso, como foi o senador petista Delcídio Amaral, em situação semelhante, precisam rever seus conceitos sobre Justiça imparcial. Para o contribuinte o STF deixou de ser o guardião da Lei.
Afirmar que a imagem da maioria que compõe o Congresso (deputados federais mais os senadores) está mais do que enlameada é ser muito generoso. Claro que alguns, as raras exceções, podem ser destacados por seus comportamentos, mas a opinião popular sobre os parlamentares desta Casa é que todos são corruptos e corporativistas. Sabe-se que eles estão se lixando para isso, mas sem os votos dos eleitores não voltam a ocupar as cadeiras. Portanto, ao ver um deles ser a favor da vontade popular é motivo de muita desconfiança – credibilidade é tudo!
Enquanto isso, aproveitando o vácuo de moralidade geral, alguns oportunistas espalham, através das redes sociais, uma enxurrada de medidas salvadoras da pátria. Talvez achando que somente isso não seja o bastante para construir uma imagem que atenda o sonho de consumo do eleitor, trabalham para destruir a reputação dos possíveis concorrentes aos cargos pretendidos. O telespectador pode aguardar o festival de baixaria que será exibido no horário eleitoral gratuito, assim como as grossas camadas de lama que virão à tona nos debates frente às câmeras.
O fato é que a mídia e até líderes de países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Alemanha, segundo circulou em alguns jornais brasileiros, não querem o ex-presidente Lula ocupando novamente a cadeira mais importante do Brasil. Por que? O que desagrada a Angela Merkel e o FMI se ele for o presidente? Em terra brasilis, a desconstrução da imagem segue outro método. O apartamento do filho dele foi vasculhado sob denúncia de que havia drogas. Como nada encontraram ficou por isso mesmo. A repercussão seria a mesma se encontrassem algo?
Infelizmente, é humanamente compreensível, quando a situação é desesperadora, onde não se vê nenhuma saída para evitar o precipício, se agarrar a qualquer ideia que promete a salvação. Portanto, eliminar a violência, a corrupção e o desemprego, as grandes ameaças nacionais, se resume a votar em candidato A ou B. Simples assim. A nossa história mostrou o que muitos super-heróis do passado recente eram na verdade. Isso também se estende ao período da Ditadura Militar, que para muitos foi maravilhoso. Mas o que dizer dos filhotes gerados por ela?
Lamentavelmente os problemas que enfrentamos atualmente sempre existirão, com ou sem Lula, Temer, Dória, Bolsonaro e Militares. A diferença está na forma de conviver com eles e enfrentar de acordo com as Leis em vigor. Qualquer abuso de autoridade, tanto de direita quanto de esquerda, desestabiliza a harmonia entre os Poderes legalmente constituídos. Onde é racional achar que somente as Forças Armadas impõem obediência à Constituição? Se optarmos por essa alternativa estará mais do que comprovado que não sabemos viver sob uma democracia plena.


J R Ichihara
15/10/2017

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