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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Infância e a precocidade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O verdadeiro presente de 12 de outubro


Qual é a interpretação que nos vem à mente quando ouvimos alguém dizer que a pessoa estava feliz igual a uma criança? Pureza? Sinceridade? Inocência? O pensamento geral é de que em toda criança só há bondade. Por isso a crença de que muitas esperanças perdidas podem ser resgatadas através delas – são desapegadas de bens tangíveis para sentir alegria e felicidade. Mas esta fase da vida, que vai dos dezoito meses até os doze anos, também é vulnerável e requer um cuidado especial quanto à exposição. Fala-se que é decisiva na formação da personalidade.
No Brasil, segundo os registros, a ideia do deputado Galdino do Vale Filho de criar o Dia da Criança foi aprovada pelo Decreto 4867, de 05/11/1924, assinado pelo presidente Arthur Bernardes. A data não é universal porque em 1925, na Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança, em Genebra, foi proclamado o 1 de junho como o Dia Internacional da Criança. Para a ONU, a comemoração do Dia Mundial da Criança é 20 de novembro, por ser o dia da aprovação dos Direitos Universais da Criança, em 1959, e da Convenção do Direitos da Criança, em 1989.
Desencontros de dias à parte, o que interessa mesmo é o tratamento e a preocupação com a formação ética, moral e de caráter de cada pessoa nesta fase importante da vida. Diz-se que as crianças são o futuro da humanidade. Alguma dúvida? Daí as extensas teorias sobre o que deve ser mostrado e o que precisa ser omitido para elas neste processo de formação do cidadão. Mais ainda: os pais são os únicos responsáveis pela vigilância do recomendado e do proibido. Isso tudo por causa da vulnerabilidade que o estilo de vida moderno impôs às famílias atualmente.
Há alguma incompatibilidade entre o que todos desejam e a realidade do mundo atual? Como administrar e proteger nossas crianças da enxurrada de apelos, das mais diversas formas atraentes possíveis, que o marketing e a mídia invadem os lares mundo afora. Causa tanto espanto crianças mal saídas das fraldas se comportando como adultos ou assistindo cenas pouco recomendadas para suas idades? Aonde tanta precocidade vai levar esta geração que não conhece limites para suas vontades? Estamos convivendo com crianças que já nasceram prontas?
Logicamente que nem todas as crianças do planeta são desapegadas de respeito aos pais, aos professores, aos mais velhos. Mas ninguém pode ignorar os casos de pequenos rebeldes mostrados nos meios de comunicação. Seria este o motivo de tanta polêmica sobre a redução da maioridade penal no Brasil? A recente preocupação com o ensino religioso, político e questões de gênero, nas escolas fundamentais, estaria alinhada com o futuro que esperamos das crianças? O fato é que a seriedade do assunto não pode ser tratada com indiferença pelos adultos. Então...
Falar de presente, entretanto, não poderia ficar de fora. Brinquedo está diretamente relacionado com a criança. Muitos defendem, ferrenhamente que nesta fase da vida é muito importante brincar, mesmo que haja outras obrigações como estudar e realizar as pequenas tarefas domésticas. É uma atividade, garantem os especialistas, que desperta a criatividade, a socialização, o companheirismo, a generosidade... tudo que vai permitir uma convivência pacífica entre os cidadãos numa sociedade. Observa-se, nesses momentos, até quem é um líder nato.
Caberia, num mundo globalizado, se referir que alguém está se comportando como uma criança, quando sua atitude for incoerente? Isso pode até ser aplicado ainda, mas o mundo infantil deixou de ser um espaço só de ensino – há o aprendizado. Crianças não surpreendem o mundo por suas atitudes diante de problemas complexos? Se há uma insatisfação generalizada contra o caos que vivemos no país... Mais um motivo para cuidar melhor do futuro. O que não podemos incentivar é a valorização da desigualdade e da injustiça em troca de benefícios pessoais.


J R Ichihara
12/10/2017

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