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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Queda de braço entre os Poderes
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

E o povo, como fica?


A pendenga mais recente no cenário nacional é por causa das medidas cautelares que a Primeira Turma do STF aplicou ao senador Aécio Neves, dia 26/09/17, baseada no artigo 319 do Código do Processo Penal. Ele foi afastado das suas funções e submetido ao recolhimento noturno, ou seja, não poderá sair de casa durante a noite. O Congresso reagiu alegando que proibi-lo de sair de casa à noite significa uma prisão em regime semiaberto, medida esta que precisa do aval do plenário do Senado, de acordo com o previsto no artigo 53 da Constituição.
Para relembrar o porquê deste afastamento, os motivos são o recebimento de propina no valor de R$2 milhões, do grupo J&F, além da tentativa de obstrução das investigações pela Justiça, conforme as conversas gravadas. À parte a legalidade ou ilegalidade da decisão do STF, como fica a impunidade, algo tão discutido pelos que querem uma Justiça imparcial? Como confiar que os parlamentares aplicarão uma medida punitiva contra o senador Aécio? O contribuinte tem motivos de sobra para questionar a função do STF, caso o senador saia ileso disso tudo.
Um assunto pra lá de batido é o custo da manutenção dos Poderes Públicos no Brasil em contrapartida do serviço que oferecem para a sociedade que lhes pagam. Circulou nas redes sociais um texto onde um chinês, de forma simples, informa porque nunca sairemos deste círculo vicioso insistindo no tratamento dispensado aos membros dos Três Poderes. Qual é o brasileiro que se considera respeitado por qualquer dos Poderes legalmente constituídos? O que a população está cansada é de se sentir como o burro de carga que carrega o país nas costas.
Mas o que fazem aqueles que deveriam aplicar os recursos provenientes da arrecadação tributária retribuindo na forma de benefícios para a sociedade? Aumentam os próprios salários, as mordomias, reforçam o corporativismo, apertam o cinto do povo... colocam mais peso nas costas dos trabalhadores! Sempre foi assim – e dificilmente mudará. E quem pensar que a sigla partidária faz alguma diferença está muito iludido. Como diz o ditado popular: é tudo farinha do mesmo saco. Citar Leis e mais Leis é somente uma justificativa para manter o privilégio. Estão se lixando!
Infelizmente a maioria dos parlamentares sabe jogar para a plateia e enganar os ingênuos que acreditam nas suas palavras vazias. Basta analisar a evolução patrimonial deles após assumirem os mandatos. O mais triste ainda é constatar que nada fizeram para beneficiar a vida do cidadão comum, o despojado de qualquer mordomia para sobreviver decentemente. Se estendermos a indiferença do Judiciário, com relação ao povaréu, a indignação é maior ainda. Os membros deste Poder se acham intocáveis, muito acima de qualquer questionamento dos mortais.
Quem tem dúvidas que nada acontecerá com o senador Aécio Neves ou com o presidente Temer? Será que as acusações são totalmente infundadas, ou obtidas através de armações, como dizem os defensores dos dois? Como a população, a Justiça e o Congresso se manifestariam, perante esses fatos, se os envolvidos fossem do PT? Enquanto o brasileiro entender que a Justiça só deve ser aplicada contra quem não gostamos, mesmo que sem provas, eleição alguma, muito menos intervenção militar, restabelecerá o respeito e a credibilidade das instituições. Portanto...
O fato é que estamos no fundo do poço e sob o efeito de uma crise generalizada entre os Três Poderes. A situação é tão desesperadora que os heróis do momento são o deputado Bolsonaro e o prefeito de São Paulo, João Dória. O primeiro, se for presidente, vai botar ordem no país armando a população – disse quando esteve no Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Já o segundo, que se orgulhava de não ser político, mas gestor, também de olho na Presidência da República, esqueceu de cuidar da cidade que o elegeu. Pelo visto, estamos muito mal de opções.


J R Ichihara
09/10/2017

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