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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Grana a rodo e censura na internet
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Deem o dinheiro e fiquem calados!


A Ditadura imposta pelos Três Poderes no Brasil está cada vez mais consolidada. Nesta madrugada, foi aprovada a proposta para financiamento de campanha, com recurso público, para eleições de presidente, governador, senador e deputado, na Câmara de Deputados e apreciada, com urgência, pelo Senado Federal. Àqueles que reclamam disso, por causa da negligência em outros assuntos importantes, resta engolir calado. Para completar a dose indigesta, tramita uma emenda que proíbe a manutenção de críticas, via web, aos candidatos na época das eleições.
Para os que reclamam deste descaramento, por causa da situação de penúria dos cofres públicos, os parlamenteares explicaram que os recursos virão das emendas parlamentares (30%) da Lei Orçamentária Anual e das isenções fiscais das emissoras que veicularam propaganda partidária fora do período eleitoral. Deu para entender ou precisa desenhar? Conversa para boi dormir. Na verdade cerca de R$ 1,7 bilhão serão destinados para financiar campanhas de pessoas que só aprovam leis para prejudicar quem lhes paga salário e mantêm suas mordomias. Então...
Certo ou errado, justo ou injusto, o fato é que o contribuinte não aceita mais passivamente a corda que os dirigentes do país estão apertando cada vez mais no seu pescoço. Agora, com a aprovação do sinal verde para demitir os funcionários públicos concursados, além das medidas escravagistas para os empregados da iniciativa privada, o trabalhador ficou sem alternativa. É a famosa situação do “ou dá ou desce” empurrada goela abaixo de quem depende de um emprego – aí não importando quem é coxinha ou mortadela. Fora a alta cúpula, o resto é tudo gentalha!
Quantos já pararam para pensar como se manifestar contra isso? As redes sociais, apesar de todos os inconvenientes e perigos quanto à reputação das pessoas, ainda era a única arma razoavelmente eficaz contra os inatingíveis. E agora? A lei obrigará os provedores a retirar do ar as mensagens que “agridem” ou “ofendem” a honra dos intocáveis. Resta outra alternativa de efeito imediato ou de abrangência satisfatória? Dá para confiar na mídia golpista e defensora dos grupos poderosos que controlam tudo? Será que a tão solicitada intervenção militar resolve isso?
O fato é que fomos doutrinados a focar na informação do momento, esquecendo os acontecimentos que podem nos prejudicar por muitos anos. Quem se beneficia disso? Como não ficar indignado com a tragédia provocada pelo atirador de Las Vegas, ou com a crueldade do indivíduo que incendiou uma escola em Janaúba, Minas Gerais, que matou a diretora e crianças? Enquanto isso... Os patriotas parlamentares empurravam a sobrecarga de sacrifício financeiro, via Fundo Partidário, assim como a proibição de reclamar dos candidatos desonestos. Isso é Brasil!
Infelizmente a nossa cultura sobre dias melhores para todos, que se fortalece a olhos vistos, é baseada no heroísmo individual, em alguém que virá salvar, como num passe de mágica, o povo sofrido e maltratado que secularmente teima em sobreviver num mundo onde só os competentes permanecem. Portanto, a solução para tanto desequilíbrio está nas mãos de quem terá coragem de enfrentar os problemas com sangue nos olhos. Se para isso precisar ser radical, que seja. Mas se apenas discursos inflamados resolvessem tudo... O mundo seria maravilhoso!
Existe uma maneira para dominar a mente das pessoas de forma massificada? O que se observa em qualquer sala de espera de qualquer atividade neste país, onde há uma TV ligada? Bingo! Em 99,9% dos casos a emissora sintonizada é da Rede Globo. Quantos brasileiros assistem outro canal? Não é à toa que muitos acreditam piamente em tudo que este meio de comunicação divulga. Os novos tempos, porém, oferecem como alternativa as redes sociais, onde ninguém está sob ameaça de ficar desempregado. Se isso for censurado, só restam as ruas.


J R Ichihara
06/10/2017

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