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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Separatismo, racismo e matança
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Assim caminha a humanidade


A eleição na região da Catalunha, na Espanha, reforçou a vontade dos que nasceram e vivem naquela região conquistar a independência e considerar Barcelona como a capital do novo Estado. Com participação de 19% do PIB e representado 12% da população do país, é a parte rica e industrializada do país. A tensão política gerada por esta manifestação chegou até à Seleção de Futebol espanhola, onde o zagueiro Piqué, do Barcelona e da Seleção Nacional, foi hostilizado por declarar seu apoio à separação. Os ânimos estão acirrados e só com o tempo a calma voltará.
Estamos tranquilos e imunes quanto a este tipo de movimento separatista? Nem tanto. Sabe-se que a Região Sul, formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também desejam ser independentes do Brasil. Vira e mexe o assunto volta à tona. Os motivos para isso são baseados na injustiça entre o que produzem e contribuem para o Governo Federal, em contrapartida com o que recebem deste. Inegável reconhecer o desenvolvimento dos sulistas, mas será que eles são, realmente, autossustentáveis. Por que muitos saíram para outras regiões?
Mas além das reclamações regionais sobre a insatisfação entre os tratamentos desiguais para as pessoas, algumas manifestações têm chamado a atenção do mundo. O meio esportivo norte-americano, onde muitos astros são negros, resolveu protestar contra o racismo que ainda mantém forte preconceito e discriminação contra os afrodescendentes. Na hora do Hino Nacional, muitos atletas ficam ajoelhados. O gesto irritou o presidente Trump. Qual a reação? Pediu para a população não comparecer para assistir os jogos. Decisão salomônica no Berço da Democracia!
O grande problema é quando o protesto, seja lá por qual motivo e contra o quê, alguém resolve disparar tiros contra mais de 22 mil pessoas que estavam assistindo um festival de música country, numa área ao ar livre. Stephen Paddock, do alto do seu quarto no hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, Nevada, atirou e provocou a norte de 59 pessoas e deixou mais de 500 feridos. Acabou morto, mas há dúvidas se os policiais o mataram ou se matou. Encontraram 23 armas no quarto, mas a informação é que ele tinha 42 armas no total. Procura-se um motivo para isso!
Fala-se que este caso já é o maior ataque de armas contra uma multidão na história dos Estados Unidos. Esta ocorrência reacende o velho debate sobre o direito da nossa população andar armada para defesa pessoal. Como decidir isso sem o perigo de contribuir para muitos episódios iguais a este? Os tiroteios nas favelas brasileiras têm um motivo conhecido pela sociedade – o confronto entre narcotraficantes -, mas uma matança aleatória entre uma platéia que assiste um inofensivo festival de música country, precisa de uma análise psiquiátrica criteriosa.
Infelizmente o cotidiano tem mostrado que a causa da violência, apesar da afirmação de muitos que é a desigualdade social, é muito mais complexa do que pensamos. Mas enquanto a solução contra isso não vem, como garantir a segurança das pessoas contra a vontade incontida de matar, talvez pelo simples fato de se sentir superior, de um atirador de Las Vegas? Como ele agiria se não estivesse de posse de tantas armas, muitas adquiridas legalmente? Qual seria a discriminação que ele sofria na sociedade? No Brasil, acredita-se, ninguém tem instinto assassino.
Lamentavelmente que o respeito desejado, o ponto de equilíbrio no entendimento entre as pessoas, se afasta cada vez mais do objetivo que a humanidade luta para alcançar. Uma simples lida nas redes sociais é suficiente para detectar a carga de ódio, preconceito e discriminação que circulam para todos os gostos. Talvez o modelo de sucesso norte-americano, aquele que inspira milhões ao redor do mundo, seja o grande questionamento nesta aceitação. Se somente os mais fortes sobrevivem... Como conseguir isso não mostrando aos semelhantes?


J R Ichihara
03/10/2017

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