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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Matriz energética, além de outros, sob controle externo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O que sobrar servirá para quê?


Os leilões dos sistemas de geração de eletricidade (Eletrobras) e dos campos petrolíferos (Petrobras) dividiram opiniões entre governistas e oposicionistas. Para estes, as decisões se resumem ao simples entreguismo das nossas riquezas naturais para o controle estrangeiro. Nem os bilhões de dólares recebidos, que resolveriam parte do problema de cofre vazio do Brasil, amenizam as críticas feitas pelos que veem isso como uma perda da soberania na matriz energética do país. Mas aqueles, que priorizam o lucro e a eficiência, não indicam outro caminho.
Como fica o simples consumidor, que nunca recebeu dividendo algum pelos lucros e resultados, apesar de ter contribuído, via impostos, na formação dessas estatais? Nessas horas, a população não precisa ser consultada, muito menos pode contar com os parlamentares eleitos para defender os seus interesses. A decisão já foi tomada, os valores acertados, sem que a maioria saiba em quais condições os negócios foram fechados... É o famoso aceita calado e fica quieto! Mas o que vem depois todos sabem de cor: demissão em massa e pressão por lucros maiores.
Será que a tão prometida melhoria na qualidade dos serviços, aliada ao fim da corrupção, o pecado original de toda empresa púbica, é o bastante para justificar tudo isso? Nessas horas os esclarecidos, aqueles que fazem parte do seleto grupo de pessoas iluminadas, não aceitam o porquê da excelência nos serviços públicos dos países desenvolvidos. Também não levam em consideração a enorme desigualdade que existe e aumenta, assustadoramente, onde se cultua o neoliberalismo. Será porque concordam que o pobre sempre deve pagar mais imposto que o rico?
Desnecessário dizer que nunca nos livramos da autoconsciência que somos vira-latas. E quando alguém demonstra competência, em qualquer que seja a área do conhecimento, o que normalmente acontece? A orientação e o conselho geral é que vá aplicar suas habilidades em um país do Primeiro Mundo. Não é isso que vemos décadas após décadas? Até quem estudou nas escolas públicas, do fundamental à universidade, não vê nenhuma obrigação de retribuir algo à sociedade que viabilizou a sua conquista acadêmica. Simplesmente faz as malas e tchau galera!
Mas se as autoridades não lutam para melhorar o que é público neste país... Resta ao cidadão comum brigar por isso. O interesse é todo nosso! Protestando, questionando, exigindo esclarecimentos dos responsáveis. Sabe-se que os Três Poderes estão se lixando para a opinião pública. Nacionalidade e patriotismo, para eles, têm significados muito diferentes. Mas optar pelo aeroporto, rumo ao exterior, como a única saída possível, não é a solução. Qual é o mérito de usufruir de conquistas sociais pelas quais não lutou? Isso, de certa forma, também é oportunismo.
Infelizmente esses leilões, assim como entregar para os Estados Unidos a Base de Alcântara, no Maranhão, certificam que somos incompetentes para administrar os investimentos feitos com recursos públicos, para explorar de forma autossustentável as riquezas e as vantagens comparativas que a Graça Divina nos premiou. Se áreas estratégicas, como energia e exploração de minérios nobres, como o Nióbio, estarão nas mãos de estrangeiros... Onde fica a nossa autonomia e o poder de barganha no mercado internacional? Vira-Lata não merece pedigree !!!
Provavelmente somos motivo de boas piadas no resto do mundo. O presidente envolvido, até o pescoço, em corrupção. O Congresso com a maioria denunciada por receber propinas. O Judiciário, um do mais caros do planeta, onde os membros se agridem publicamente na defesa dos seus protegidos. Como manter o respeito por essas instituições? O falecido presidente francês, o general Charles De Gaulle, disse uma vez que o Brasil não é um país sério. Alguns discordam disso, mas temos de admitir, por unanimidade, que somos extremamente passivos.


J R Ichihara
30/09/2017

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