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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Ultradireita mostrando as unhas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Governando seletivamente?


Quem se der ao trabalho de observar as manifestações em qualquer meio de comunicação escrito, especialmente nas redes sociais, onde a identidade pode ser omitida, percebe como a maioria no Brasil é preconceituosa e racista. De forma generalizada a sociedade está dividindo o país, discriminando nordestinos, pobres, negros, servidores públicos, empresários em geral, políticos... nada escapa ao crescente clima de intolerância que as pessoas assimilaram. Basta se encontrar em qualquer desses grupos para receber um rótulo perfeitamente adequado.
Tal comportamento seria resultado da interpretação errônea de que a Democracia permite toda e qualquer liberdade de expressão? Ou o simples fato de não concordar com a opinião alheia nos dá o direito de ofender, desqualificar e agredir física ou verbalmente? Inexplicavelmente é isso que está acontecendo no nosso país e, lamentavelmente, no mundo. Como alguém quer administrar um país sem considerar a diversidade entre as pessoas? Uma sociedade que ignora a existência de assaltantes, homossexuais, drogados, corruptos, traficantes? O desafio é esse!
Mas o que temos visto nas declarações dos pretensos candidatos à presidência da República por aqui? Tem os que não escondem suas formas de tratar homossexuais e mulheres; outros já mostraram como devem ser tratados os drogados que vivem nas ruas. O mais preocupante, porém, é a manifestação de apoio que eles recebem dos que acham que este é o caminho para a solução desses problemas – excluído não merece outro tratamento. Além disso, para acabar com a corrupção no país, basta que tudo seja privatizado. É tão simples assim?
Infelizmente não vivemos num mundo ideal, livre de analfabetos, desqualificados, incapacitados e toda variedade de pessoas que não podem ser desumanamente excluídas. Qual é a saída que procuramos há séculos? Educação de qualidade para o povo, é o que ouvimos, repetidamente, toda vez. Mas por que o respeito às Leis depende do grau de instrução do cidadão comum? Por isso, essa justificativa é muito difícil de aceitar! As pessoas responsáveis por essas ações não têm formação acadêmica suficiente? Como foram escolhidas para esses cargos?
Olhando para o que está acontecendo no mundo, principalmente nos países desenvolvidos do Primeiro Mundo, podemos ter uma ideia do que poderá ocorrer por aqui. Ressurgimento da ultradireita na Alemanha, o motor econômico da Europa; medidas restritivas na França e barreira física na fronteira dos Estados Unidos com o México. Para quem implora pelo retorno dos militares ao poder, como única solução para o caos que se instalou por aqui, como os anos de estudo a mais fazem diferença nessas horas? Se só o uso da força bruta impõe respeito...
Pena que os que têm mais estudos não fazem muita diferença diante dos problemas inadiáveis. De que adianta insistir na tecla que somos atrasados por causa da baixa escolaridade? A farra com o dinheiro público corre solta no alto escalão dos Três Poderes, mas somente os recursos para os mais pobres incomoda os esclarecidos da classe média. Estudos mostram que temos 66% de esgoto a céu aberto. Sobre a educação nem precisa falar dos descasos. Carga tributária nas nuvens, mas quantos batem panelas, fortemente, contra isso? Pobre não tem voz!
Grupos radicais, no entanto, aqueles que se acham o último biscoito do pacote, tentam dar um tratamento de choque na população. Mostraram até onde chega o ódio contra os outros. Em Blumenau, Santa Catarina, um cartaz fixado num poste, com os dizeres “negro, comunista, antifa, macumbeiro, estamos de olho em você”, trazendo o símbolo da Ku Klux Klan, a seita racista norte-americana, ameaçava o advogado Marco Antônio André. Seria porque negro não pode conquistar uma graduação superior? Isso contradiz totalmente a tese que a solução é a educação.


J R Ichihara
27/09/2017

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