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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Narcotráfico: combater na origem ou no destino?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Toda moeda tem dois lados!


O assunto que não saiu das manchetes no país, o combate ao narcotráfico no Rio de Janeiro, é assunto pra lá de requentado. Não faltam estudos, filmes, livros publicados, pesquisas e tudo que tenta abordar este assunto nas últimas décadas. Da mesma forma, o envolvimento de autoridades, até de quem deveria lutar contra essa atividade ilegal, fazendo parte do esquema de corrupção, joga a favor dos poderosos que contaminam as pessoas nos quatro cantos do mundo. Como acreditar que a Justiça vencerá esta luta? Quantos resistem à fartura do dinheiro sujo?
Por causa que o centro de distribuição se instalou nas favelas, de maneira geral em todas as cidades do país, onde a assistência social, através do Poder Público, deixa a desejar, cresceu a discriminação contra quem vive nesses lugares. A simples menção de morar numa favela já é motivo para desconfiança, cuidado redobrado e outros preconceitos normalmente justificados por quem se considera uma pessoa de bem. Mas as opiniões e conclusões de alguns que resolveram estudar e analisar o problema, com mais profundidade, discorda de tanta simplicidade imediata.
Como os problemas que as drogas ilícitas geram em qualquer sociedade organizada são muito sérios, alguns resolveram estudar e analisar com mais profundidade o assunto. Por que algo comprovadamente muito nocivo desperta tanto interesse entre os consumidores? Seria a euforia temporária de superioridade? Ou as tais “viagens” inexplicáveis dos que desejam “embarcar” cada vez mais num mundo inexistente? Quem sabe este desequilíbrio psicológico da vida atual estimula o crescimento astronômico nas vendas? O fato é que isso move montanhas de dinheiro fácil.
Pelo lado do vendedor, geralmente pessoas simples e pobres da comunidade, onde a falta de oportunidade, a discriminação social e a total ausência do Poder Público são os facilitadores para as irrecusáveis propostas do narcotráfico. Sob este prisma, as adesões no lado da venda são mais acentuadas que do outro lado do balcão. O perfil do consumidor, geralmente, é muito diferente: boa situação financeira, mora muito bem e não precisa complementar a renda com atividades ilegais – é o reverso da moeda que a vida impõe na escolha. Como julgar as opções?
A mídia internacional, entretanto, mostra que o narcotráfico não é privilégio brasileiro. O que assusta, no caso local, é a violência empregada pelos responsáveis da distribuição do maldito pó para os consumidores. Os filmes sobre este assunto, mesmo descontando o tempero ficcional, joga por terra que a corrupção é exclusividade dos civis. Uma das fitas mostra que uma grande traficante norte-americano utilizava os aviões das Forças Armadas na logística para colocar o produto, oriundo da Ásia, nos Estados Unidos. Patente militar significa honestidade a toda prova?
Infelizmente, as rajadas que a mídia exibe nos meios de comunicação pouco incomodam os chefões desta atividade. Eles não se encontram nas frentes de batalha, mas muito confortavelmente instalados nas mansões, onde não lhes faltam nada, providencialmente amparados por autoridades que estão nas suas folhas de pagamento. Por isso, o filme nacional Tropa de Elite causou muita indignação de alguns moralistas de frente de câmeras de TV. Mas o esquema internacional não é diferente. Filmes sobre a Colômbia mostram a veracidade disso.
Lamentavelmente a Rocinha, no Rio de Janeiro, desmente que quem vive no morro está pertinho do Céu. Mas o que ela e os cartéis de Cali e Medelín, na Colômbia, têm em comum? Interesses comerciais, apenas isso. Como qualquer empreendimento, precisam dos resultados para os investidores, sem deixar de atender com fidelização os consumidores. Não importa a condição humilhante dos que vivem nas favelas, desde que atendam muito bem os endinheirados dos apartamentos de luxo nos bairros nobres da Cidade Maravilhosa. Então... Como matar o foco?


J R Ichihara
24/09/2017

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