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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Nordeste como laboratório eleitoral?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Todo artista deve ir aonde o povo está


A campanha para presidência da República de 2018 já começou no Brasil. Oficialmente o sinal verde ainda não foi dado, mas os deslocamentos dos pretensos candidatos mostram que a exposição pública serve para avaliar a rejeição popular. Os mais citados são o atual prefeito de São Paulo, João Doria, e o ex-presidente Lula. Percebe-se que ambos escolheram o Nordeste como palco das aparições. Haveria algum motivo para isso? Será porque o prefeito não é conhecido do eleitorado nordestino? Os dados coletados montarão a estratégia dos candidatos.
Certeza mesmo de quem serão os candidatos a população ainda não tem, mas tudo indica que mais uma vez a disputa será polarizada entre o PT e o PSDB. Doria seria o candidato dos tucanos? Ou o PSDB tentaria mais uma vez os conhecidos Alckmin ou Serra? Se ainda é muito cedo para alguns eleitores, não se pode dizer que os partidos pensam da mesma forma. O fato é que o esboço do desenho final está em análise pelos caciques das legendas. Devido ao desgaste dos políticos – a maioria envolvida em corrupção – os testes de laboratório prosseguem firmes.
O tumultuado momento de crise geral que se instalou no país impede que a população tenha uma clara visão do que será importante priorizar no próximo mandato. Combater o desemprego? Privatizar algumas atividades? Voltar as atenções para os programas de inclusão? Quem acha que perdeu tudo com as Reformas deve escolher alguém da esquerda, mas aqueles que aprovam as decisões dos parlamentares certamente elegerão a direita. A realidade é que as melhoras anunciadas surtem pouco efeito prático no dia a dia das pessoas. Eleição resolve isso?
Quem acompanha as visitas feitas pelos dois possíveis candidatos fica sabendo como eles foram recebidos em alguns lugares. Ser ovacionado ou ovocionado é o termômetro para medir o grau de aceitação ou rejeição do visitante. Mas só isso não pode ser considerado representativo porque muitos não se dão ao trabalho de comparecer à chegada de políticos nas suas cidades. Votam apostando no comportamento do gestor à frente dos desafios. Na campanha para valer não serão mostrados somente os pontos positivos - muito pelo contrário! Todos os podres afloram!
Não fosse para uma avaliação, que motivos levaria o prefeito de São Paulo às cidades do Nordeste? Os rancorosos devem se lembrar que ele, quando foi ministro da Cultura, propôs explorar a seca desta região como uma atração turística. Como tirar essa má impressão sendo um candidato à presidência da República? Será que isso não magoou o sertanejo? Por outro lado, se Lula tem muita aceitação no meio dos carentes, o seu partido ganhou muita rejeição nas prefeituras nordestinas. Portanto, em política, não há garantia de vitória antecipada em eleições.
Um diferencial do PT não pode mais ser usado nas campanhas. Foram para o lixo a ética, a moral, a conivência com maracutaias, a honestidade sem mácula... tornou-se mais um entre os demais. O que ainda se salva no programa petista são as políticas públicas de inclusão social. Mas num país de pobres e miseráveis isso conta muito. A descrença em partido político é tão acentuada que alguns resolveram trocar de nome, apesar de serem representados pelos mesmos atores. Por isso, PTN, PTdoB e PSL serão chamados de Podemos, Avante e Livres. O que mudou?
Muito atuante nas redes sociais, Ciro Gomes (PDT) tem dado entrevistas apontando os erros cometidos pelo PT e propondo soluções para sair da crise que está se perpetuando no solo pátrio. Ele já foi prefeito, governador, deputado e ministro. Tem aceitação e rejeição, como todos os demais candidatos, mas alguns o consideram o mais preparado tecnicamente para tirar o país do atoleiro, por causa das suas propostas. O ponto negativo é que muitos o veem como uma cria política do senador Tasso Jereissat, PSDB-CE, um inquestionável neoliberal de carteirinha. Mas...


J R Ichihara
21/08/2017

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