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Jornalismo
 
Venezuela, Brasil e a miséria
Por: Marlene A. Torrigo

O Observatório Venezuelano de Saúde em sua última pesquisa, revelou que cerca de 30% da população come o equivalente a uma xícara de arroz por dia. Esse contingente vem sofrendo de desnutrição severa. Bebês e crianças apresentam braços e pernas esqueléticos. Para sobreviver, os pobres, maiores afetados pela crise, estão comendo porcarias: recolhem restos das poucas feiras livres, restos de restaurantes e vasculham lixos. Esse último recurso tem aumentado grandemente o índice de doenças em todas as idades.
“Os críticos do governo batizaram a situação de "a dieta de Maduro" — que, aliás, não sente o choque da frase e até a utiliza, em tom de piada, em eventos públicos transmitidos pela televisão. Em um programa de distribuição de alimentos subsidiados que o governo iniciou em 2016, Maduro perguntou a um trabalhador por que estava tão magro.Aos risos, alguém respondeu que era a "dieta do Maduro". Ao que ele retrucou: "A dieta do Maduro o deixa duro sem precisar de Viagra". (Fonte: WEB)
O presidente Nicolás Maduro destroçou com parte da cadeia produtiva nacional. Unida à queda dos preços do petróleo e a acirrada contenda cambial, tudo evoluiu para desenhar o triste quadro da Venezuela. Com uma receita cada vez menor, a capacidade de importação foi afetada e o sistema de distribuição ficou reduzido, gerando a escassez de alimentos e uma crise econômica onde pais não conseguem alimentos para seus filhos e trabalhadores não conseguem emprego.
Por ser nossa vizinha ao norte da América do Sul, milhares de venezuelanos sonham fugir da fome que ameaça fazer crescer o índice de mortes por inanição, pedindo asilo no Brasil. Irônico é que sonham mudar de vida nesse mesmo Brasil que também tem seu índice de pobreza assustador causado pelo encolhimento da economia maximizado pelo governo Temer, orquestrando a redução de empregos. São cerca de 22 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da miséria.
Venezuela e Brasil: lá ou cá a fome é uma realidade. As políticas econômicas dificilmente conseguem reverter índices de pobreza - ou tal não faça parte dos seus projetos. ONGs, programas sociais de auxílio aos menos favorecidos são apenas para maquiar, tapear. Os gráficos são sempre para mais. Quanto mais pobres mais escravidão, quanto mais escravidão (de corpos e mentes) mais fome, quanto mais fome mais corrupção. O ciclo é perfeito, ininterrupto. E faz grande bem nos bolsos de homens gananciosos, avaros por grandeza e poder.

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