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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Legalidade... Também seletiva!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Escravos continuam sustentando a Corte


Quem achava que as bofetadas que as autoridades não se cansam de distribuir na cara da sociedade atingiram o topo, precisa rever suas convicções. Saiu na mídia, dia 14/08/17, que o juiz Mirko Vicenzo Giannotte, da 6ª Vara de Sinop, no Mato Grosso, recebeu no mês de julho do corrente ano, o salário bruto de R$503.928,79, que resultou em R$415.693,02 líquido. Mas não há nada ilegal nesta generosidade que, coincidentemente, foi depositada no dia que o felizardo completou 47 anos (20/07/2017). Como os cidadãos não acreditam que existe Justiça neste país?
Ao ser questionado sobre como se sentia recebendo uma bolada dessas enquanto milhões estão desempregados, ele simplesmente falou “não tô nem aí”. Para desagrado de quem acha isso um absurdo, ainda informou que tem mais R$750 mil para receber, sendo que, desta feita, vai publicar nas redes sociais. O pagamento foi pedido pela Associação dos Magistrados do Mato Grosso e autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça. Como os servidores públicos que não recebem há três meses se sentiram? A população carente tem para quem reclamar disso?
Para mostrar que nada foi feito à margem da legalidade, o Portal da Transparência esclareceu como se chegou aos valores de fazer inveja a qualquer executivo da iniciativa privada. Além do salário (R$300.283,27), incidiram as indenizações (R$137.522,61), as vantagens eventuais (R$40.342,96) e as gratificações (R$25.779,25). Tudo isso fundamentado porque ele exerceu, entre 2004 e 2009, atividades numa Instância Superior. Curioso que nessas horas a Legislação que favorece o empregado não atrapalha. Será porque quem paga é o contribuinte?
Mas este supervalorizado servidor público traz no seu histórico funcional decisões extremamente benéficas para a população. Em 2015, determinou que a Universidade de São Paulo, a USP, fornecesse fosfoetanolamina, a pílula do câncer, para um morador da cidade de Sinop, no Mato Grosso. Como não achar justo que ele receba vencimentos compatíveis com o seu desempenho? Quem sabe se houvesse mais funcionários públicos deste quilate o país estaria com a Justiça menos desacreditada? Por que achar que a nossa Justiça é a mais cara do mundo?
Infelizmente, para a indignação do povão, 84 juízes do Mato Grosso receberam acima de R$100 mil de salários, no mês de julho deste ano, com a autorização do Conselho Nacional de Justiça. Diante disso... Fica cada dia mais evidente que o rombo nas contas públicas é por causa do abusivo salário mínimo que se paga aos aposentados e pensionistas. Só não vê quem não quer! Da mesma forma que a CPMF, a taxação que atinge os mais ricos, os que movimentam altas somas no mercado especulativo, não ajudaria em absolutamente nada a arrecadação. Portanto...
Como a vida tem de seguir em frente, a equipe econômica anuncia que o rombo nas contas previsto deve ser ampliado de R$139 para R$159 bilhões. Mas o que significa R$20 bilhões num país onde, só no Mato Grosso, 84 juízes receberam R$8,4 milhões em um mês? Para quem curte números astronômicos, a Reforma Política, importantíssima para os destinos do país, quer a destinação de R$3,6 bilhões para o “Fundo Partidário”. O que seria tão relevante para receber tanto recurso? Pasmem! O financiamento público das campanhas nas eleições, a partir de 2018.
Tem palavra que vem para ficar por muito tempo na moda. Seletividade é uma delas. Foi largamente usada nas investigações e denúncias da Operação Lava Jato. Agora, com a clara intenção de se perpetuar, o termo encontrou um terreno fértil para isso. Altos salários, impensáveis para os simples mortais, são seletivamente pagos no Poder Judiciário. Os intocáveis da Alta Corte, além de estarem se lixando para a ralé, pois não escondem as fortunas que recebem, se dão ao luxo de debochar da revolta individual e coletiva de quem mal sobrevive. Eles servem a outro país?


J R Ichihara
18/08/2017

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