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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Inocência ou vergonha?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O Rei e os súditos!


Que os beneficiados com as medidas de austeridade e a concessão de aumentos inaceitáveis fiquem calados, tudo bem. O que soa estranho é a tal classe média brasileira, aquela que carrega o país nas costas, não emitir nenhum sinal de protesto contra o que os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) estão fazendo. Por que? Seria por ingenuidade, inocência ou vergonha por ter apoiado tudo isso que está aí? O fato é que o laço da forca continua apertando e não dá mostras de que vai amenizar o pescoço do contribuinte. Classe média é imune a isso?
Nossos ouvidos já estão calejados de tanto ouvir que pagamos as maiores cargas tributárias do mundo. Como aceitar o anúncio de mais aumentos nelas? Os efeitos das medidas que alguns aplaudem, achando que são a salvação da lavoura, já aparecem na forma de inadimplência, cancelamento nos planos de saúde privados e mudança do ensino particular para o público. E onde isso vai impactar? Claro que é na rede pública, onde os investimentos estão congelados, presidencialmente, por 20 anos. Era isso que a tão explorada classe média queria?
Infelizmente, apesar de todas as adversidades impostas, muitos ainda acham que o país está melhor atualmente. Que nichos os otimistas analisam para chegarem a esta conclusão? Como aumentar a arrecadação se o consumo das famílias está reprimido? Logicamente a equipe econômica, assim como os aliados governistas, veem um oásis onde a maioria só vê quilômetros de deserto de desesperança. Por essas e por outras é que somos considerados otimistas incuráveis. O motivo? Num cenário de problemas e adversidades é que surgem as oportunidades.
O fato é que o desmonte do Estado nas atividades brasileiras, mesmo as de responsabilidade exclusiva do Poder Público constitucionalmente, caminha à passos largos. Alguém ignora o que estão fazendo com as universidades estaduais e federais? Nossa representativa classe média, a que admira e elogia o modelo norte-americano superior, tem condições de arcar com os custos de um curso superior para os filhos? Lembrem-se que não se fala em reduzir os impostos nos produtos e serviços. Se a educação é o caminho para todos...
Temos o péssimo hábito de rotular e enquadrar como esquerdista qualquer crítica ou opinião que diverge do que alguns pensam sobre as políticas públicas no Brasil. Se alguém defende que as oportunidades devem ser iguais para todos, é convidado a morar em Cuba ou doar os seus bens para quem não tem nada. Isso é válido? Quantos potenciais talentos científicos, artísticos ou empresariais são desperdiçados por falta de oportunidade? Por que considerar esmola financiar quem não pode bancar melhores condições de estudo? Onde somos iguais?
A mídia, quando quer, divulga casos de sucesso onde os vencedores tinham tudo para fracassar. Como isso reflete na privilegiada classe média? Normalmente com indiferença, sendo que alguns ainda acham que graças aos seus impostos o miserável do excluído teve uma oportunidade. Pior ainda são os que acham que as cotas nas universidades públicas tiram as vagas dos seus injustiçados filhos só porque estudaram nas melhores escolas privadas do país. Inegavelmente está no nosso DNA a discriminação, o preconceito e a herança escravagista.
Diz a conhecida frase histórica de Jesus Cristo: se alguém lhe esbofetear numa face, oferece a outra. À parte as parábolas que o Filho de Deus usava nas suas pregações, este conselho é difícil de ser seguido. Quem no mundo atual age desta maneira? Mas como duvidar da enorme sabedoria num valioso ensinamento de um simples carpinteiro? A nossa população, especialmente a classe média, a que sabe das coisas, está se comportando exatamente como Ele recomendou. Será porque foi o Pai Dele que colocou o presidente Temer no cargo? Então...


J R Ichihara
12/08/2017

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