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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Surpresas no Senado?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O vilão é o empregado!

As únicas surpresas no Senado, na votação do texto sobre a Reforma Trabalhista, foram a ocupação da mesa da presidência pelas senadoras da oposição Ângela Portela (PT-ES), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Kátia Abreu (PMDB-TO), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Grazziotin PCdoB-AM), o corte do som dos microfones e das luzes do ambiente. Por 50 votos a favor e 26 contra, a aprovação foi indiscutivelmente favorável ao governo. Quais os efeitos das manifestações populares nas ruas? O povo é só um detalhe!
Que exemplos a população tem sobre decisões das Casas Parlamentares para melhorar a vida dos mais vulneráveis? É muita ingenuidade achar que uma classe apoiada por empresas e sindicatos patronais – eles podem ter - veja no trabalhador um aliado. Empresa, principalmente a privada, quer saber de lucro... cada vez maiores. Mais inocência ainda é acreditar que tudo isso foi para beneficiar quem depende de emprego formal. Alguém poderia comprovar o que melhorou após uma reforma igual a essa? Na Espanha, segundo o Conversa Afiada, isso não aconteceu.
O fato é que mais uma vez a vontade popular, se é que isso existe por aqui, está na contramão dos interesses do país. Quem leu os resumos sobre as mudanças na mídia convencional até acha que tudo foi para melhorar mesmo, criar um ambiente propício ao pleno emprego, garantir os direitos sagrados. Mas para os que desconfiam de tanta bondade patronal e leu outras publicações não está tão convencido assim. Talvez o custo do emprego no Brasil não baixará porque o governo, o único que não faz sacrifício algum, continuará taxando muito alto.
Conseguiram, com muita habilidade e palavras bem colocadas, a adesão de que tudo fluirá maravilhosamente depois desta reforma. Não param de citar os Estados Unidos como exemplo para sustentar as mudanças positivas que as reformas trarão. Só que lá a população sabe quanto paga de imposto em cada produto que adquire... muito diferente daqui! Como os empresários não querem confronto com o governo... Sobra para quem? Para ele mesmo, o infeliz do consumidor, o assalariado da base da pirâmide, o que precisa se sujeitar ao subemprego.
Muito se ouviu que o emprego não é maior por causa dos encargos, da CLT e da Justiça do Trabalho protecionista. Por isso, a urgência em implementar mudanças radicais na obsoleta legislação que só atrapalha quem quer crescer ampliando seu negócio. O inacreditável é ouvir isso de pessoas que dependem de emprego. Como explicar, então, a falta de mão de obra quando o mercado no país estava superaquecido? Por que esses empecilhos não contaram nessas horas? Tudo conversa para ferrar ainda mais o trabalhador. Ajustes, sim... Medidas escravagistas, não.
Por causa da mudança significativa da vida no país, que passou de rural para urbana, em pouco mais de meio século, muitos não veem o trabalho com a visão holística. Para esses, a rotina é muito definida, muitas vezes estressante por causa do transito, mas com alternativas de mudanças quando não sentirem progresso na carreira. Contam com apoio da estrutura pública, ou até privada, para enfrentar o dia a dia. Mas há os que não vivem nos centros urbanos e também são trabalhadores. É justo estabelecer uma regra única se as condições são muito diferentes?
Infelizmente, para quem não é rico e depende de emprego para viver honestamente, as empresas não estão preocupadas com os recursos humanos. O maior patrimônio delas é o quadro de pessoal? Isso é estimulante para quem acredita em Papai Noel! Se assim fosse, por que a diferença estratosférica de salário entre o executivo e o operário? O que vale é aumentar o lucro - até com as demissões injustificadas. Seus produtos, ao contrário do que sonhava o industrial Henry Ford, não são adquiridos pelos empregados. Vemos algumas semelhanças com o Senado?

J R Ichihara
13/07/2017

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