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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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G20 e o resto do mundo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seriam os paneleiros globalizados?


O recente encontro das vinte maiores economias do planeta, em Hamburgo, na Alemanha, nos dias 7 e 8 de julho deste ano, ficou marcado pelas manifestações nas ruas e pela confirmação da posição dos Estados Unidos em não aderir ao Acordo de Paris. O presidente Trump foi o único voto contra as metas definidas para o controle ambiental e o comércio internacional estabelecido em Paris. Para ele, é mais importante o protecionismo econômico que o aquecimento global por causa da emissão de poluentes na atmosfera. E então... Como o G20 não é um órgão de decisão...
Quais atitudes África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia, tomarão contra os poderosos norte-americanos? Será que o presidente dos Estados Unidos tem tanta certeza do que está fazendo? Ou as propostas do Acordo de Paris não o convenceram porque há grupos de cientistas que discordam das causas do aquecimento global? O mundo tomou conhecimento da posição do Tio Sam sobre o assunto.
As manifestações nas ruas foram explicitamente contra a falta de solidariedade no mundo. Sob um ambiente de confrontos entre polícia e manifestantes, incluindo mais de 70 incêndios criminosos, os líderes das maiores economias do planeta costuravam os entendimentos para que a humanidade limite o aquecimento da Terra. A chanceler alemã, Angela Merkel, a anfitriã do encontro, disse que "A violência cega não pode ser tolerada. Quem faz protestos violentos não quer democracia”. Cenas dos atos comentados por ela foram mostrados ao mundo através da mídia.
Mas o que seria a solidariedade que os manifestantes exigiam dos líderes? O Fórum foi criado por causa da crise econômica que atingiu o mundo em 2008 – o foco era exclusivamente este. Desta vez, na Alemanha, além da economia e do meio ambiente, há uma preocupação com os constantes testes nucleares realizados pela Coreia do Norte e com o terrorismo internacional, que vem assustando a Europa e o mundo. As ações do ditador coreano Kim Jong, apesar das sanções impostas pelas Nações Unidas, têm irritado os Estados Unidos. O mundo quer algo mais?
Um questionamento que viria a calhar era a avaliação do que estabeleceram como metas e o que já foi alcançado. Por que não? À parte a discordância de alguns cientistas, cairia muito bem saber se o aquecimento aumentou ou diminuiu, se as propostas foram cumpridas... se houve um esforço coletivo para melhorar a qualidade de vida na Terra. Considerando que este Fórum não tem o objetivo de punir quem descumpre os acordos, mas é a oportunidade de aparar arestas e corrigir ou adequar metas, por que as pessoas protestaram contra o G20? O que há de errado?
Talvez a indignação seja contra a concentração de riquezas cada vez maior nas mãos de poucas pessoas que motivou os manifestantes. Quem sabe? A simples menção de que os mais ricos do mundo se reuniram para traçar os destinos da humanidade pode ressuscitar sentimentos que muitos achavam sepultados definitivamente. O comportamento humano tem um lado muito enigmático e obscuro nas questões de merecimento e oportunidades entre as pessoas. Portanto, esperar que todos aceitassem passivamente este evento foi uma utopia dos organizadores.
Infelizmente, a eliminação da fome, da miséria e da pobreza, assim como a erradicação de tudo que atinge mais os desassistidos e excluídos, não depende de acordos entre os mais ricos do mundo. Tudo isso pode ser encontrado em qualquer dos países presentes neste encontro. Enquanto prevalecer a ideia de que as riquezas naturais de um país podem ser entregues a grupos privilegiados, a desigualdade, o delimitador do abismo social entre as pessoas, aumentará exponencialmente nos quatro cantos do mundo. Seria esta a solidariedade exigida nos protestos?


J R Ichihara
10/07/2017

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