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Jornalismo
 
Crise econômica? Que crise?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O príncipe dos mendigos!


A declaração do presidente Temer no encontro da cúpula do G20, ao chegar nesta sexta-feira, em Hamburgo, na Alemanha, ganhou as manchetes e, provavelmente, a indignação dos quase 14 milhões de desempregados do Brasil. Ele afirmou que não há crise econômica no país! Disse que bastava olhar os números oficiais para comprovar. Isso relembra um velho filme da era FHC, onde a análise dos números do desempenho econômico dizia uma coisa, mas a realidade que vivia a população mostrava outra totalmente diferente. Qual é a importância do povo nisso?
Em meio a enxurrada de denúncias de corrupção e desemprego, o governo tenta passar à população que a reação da economia vai nos tirar deste atoleiro que já dura mais de três anos. O atual presidente quer chamar para si os louros dos resultados positivos imediatos. Mas em economia, dizem os especialistas, análise alguma deve ser feita sobre um período curto e pouco representativo, ou seja, a sazonalidade não pode ser considerada como regra geral e conclusiva. Portanto, os números apenas sinalizam uma tendência, estando longe da certeza presidencial.
Mas quem está com a responsabilidade de comandar um país em crise – política, ética, moral e econômica – é obrigado a dizer algo que transmita confiança a todos os interessados na superação das dificuldades pontuais. Quando Lula disse, em plena crise mundial de 2008, que era apenas uma marolinha, ganhou muitas críticas e foi considerado arrogante. O Brasil chegou ao fundo do poço naquela ocasião? Pelo contrário, os investimentos e o consumo interno mantiveram a economia num nível de estabilidade surpreendente – até faltou profissionais para as obras.
Infelizmente agora a situação é totalmente diferente. O saldo positivo na balança comercial não alavancou empregos formais na cadeia produtiva, assim como o aumento na produção industrial e as vendas de veículos não significou contratações nas empresas voltadas para essas atividades. O que melhorou para o trabalhador comum? Sabe-se que todas as próximas plataformas para a Petrobras serão construídas no exterior, deixando os estaleiros reativados nos governos petistas às moscas. Então, qual é o indício de que a crise deixou o nosso solo pátrio?
Mas o grande trunfo do governo são as famigeradas reformas que visam reduzir as conquistas do trabalhador. Por que ninguém garante o congelamento dos gastos absurdos com os Três Poderes, onde alguns salários mensais são maiores que os anuais de milhões de aposentados e pensionistas? Qual a razão para aumentar o tal fundo partidário? Isso não merece ser revisto? Que benefícios trazem à sociedade o pagamento das Pensões das Filhas dos Militares, que consumiu R$3,8 bilhões, em 2015, e prevê R$11 bilhões de déficit para este ano?
O fato é que este governo, assim como todos os anteriores reféns do Congresso, se vê na obrigação de atender os mimos dos parlamentares, na forma de liberação de verba para obter apoio, dificilmente enfrenta quem luta contra os interesses do povo. Dilma seria afastada se fizesse conchavos com Cunha? Temer, apesar da rejeição popular, pode continuar porque conhece todas as mazelas das Casas onde exerceu até a presidência da Câmara. Basta ver as declarações dos seus aliados, onde há um discurso ensaiado para mostrar que o nosso rumo está corretíssimo.
Ganhou a simpatia brasileira a proposta do presidente recém-eleito na França, Emmanuel Macron, de reduzir em um terço o número de parlamentares no seu país. Ele acha caro e improdutivo manter o quadro atual. Por que nenhum presidente aqui no Brasil tem essa iniciativa? Se podemos congelar os gastos públicos por duas décadas... O que nos impede de diminuir também esta despesa que não se justifica? Por que pagamos salários inadmissíveis para alguns membros do Judiciário, se a nossa Justiça é ineficiente? Aqui... Como não há crise econômica...


J R Ichihara
07/07/2017

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