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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Quadrilha para todo o gostos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem tudo é brincadeira inocente

Com o término do mês de junho mais uma tradição cultural popular fica só na lembrança. Provavelmente, depois do carnaval, a festa junina é o acontecimento mais importante para grande parte da população brasileira, especialmente no Nordeste. Algumas cidades desta região, como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, disputam o pódio de maior São João do Brasil. O ponto alto desta festa, além das comidas típicas, é a apresentação das quadrilhas com o tradicional casamento na roça. É a cerimônia no estilo caipira que sobrevive no interior.
As pessoas nascidas e criadas nos centros urbanos têm pouca familiaridade com a festa junina. Parte devido a vida em condomínios de apartamentos, onde não há área que permite a queima de fogueira e fogos, como também a inconveniência pelo barulho gerado numa diversão movida a música a todo volume. Daí o desconhecimento das crianças, adolescentes e até adultos que só se divertiram no playground do prédio onde moram, nos shoppings, nos parques e nos zoológicos. Muitos acham divertido, mas estranhos, o vestuário usado nessas ocasiões especiais.
Mas o que é sinônimo de alegria, simplicidade e diversão também pode significar tristeza, complexidade e indignação. Quadrilha, para a maioria dos brasileiros, resume tudo de ruim e prejudicial que possa existir numa sociedade. Nada que lembre as inocentes e despretensiosas brincadeiras juninas. Se forma com o objetivo único de surrupiar todos os recursos alheios com aparência de legalidade, exigindo muito trabalho especializado para se mostrar prova criminal... e com o apoio, muitas vezes, da própria Justiça. Talvez seja o maior poder no país atualmente.
Desde que o PT chegou ao poder central do país a mídia divulgou inúmeros escândalos de corrupção e desmandos com a verba pública. Quem se esquece do mensalão, a propina distribuída entre os parlamentares para garantir maioria no Congresso. Isso foi um balde de água fria! O partido que era o exemplo de honestidade e lisura... pego naquilo que sempre condenou. Mas como o crescimento era visível isso não abalou muito a gestão, tanto que venceu duas reeleições para a presidência da República. Lula até foi chamado de Ali Baba e seus 40 ladrões.
No meio da queda de braço entre governo e oposição, o povo satisfeito porque vivia momentos de euforia, com acesso a bens e serviços nunca atendidos antes, dava pouca importância para as denúncias. Mas como tudo um dia acaba, o apoio popular se dividiu entre os que aprovavam e os que reprovavam a gestão petista. Desse passo inicial até o impeachment da presidenta Dilma, o Planalto foi bombardeado diuturnamente com notícias desfavoráveis. Só os extremamente otimistas acreditaram que ela cumpriria o mandato todo. Seria o fim da era PT.
Sob uma nova gestão, com a quadrilha petista fora, os chamados petralhas, a população deixaria de ver denúncias envolvendo escândalos de corrupção no país. Entretanto, ao mesmo tempo que se dava ênfase ao mensalão e à Operação Lava Jato, que fuçaria todos os serviços prestados à Petrobras, a população soube que houve um esquema de desvios nas obras do metrô de São Paulo, o conhecido trensalão. Mas como esta estava sob a gestão do PSDB, os apelidados tucanos, a mídia e a Justiça não deram a devida atenção. O foco principal era a Lava Jato.
Muita água já rolou por debaixo da ponte. Mas o que aconteceu com as quadrilhas que seriam exterminadas? O brasileiro apartidário está satisfeito somente com o afastamento do PT? Certamente que não. A sensação é de que o tal crime organizado não está apenas nas mãos dos violentos chefões do narcotráfico que espalham terror em qualquer cidade mediana do país. Também não se restringe às poderosas empresas multinacionais privadas que decidem até quem vai ser o presidente da República. Será que esta atividade também se instalou nos Três Poderes?
Lamentavelmente a percepção do contribuinte é que há várias quadrilhas atuando no país, sugando os recursos oriundo do sacrifício de todos que trabalham e vivem honestamente. O fato de não apertar o gatilho isenta o gestor da responsabilidade pela morte do cidadão na falta do serviço público adequado? O problema é muito preocupante porque, na opinião internacional, somos um pais governado por corruptos, em todas as instituições que deveriam zelar pela segurança e pelo cumprimento das leis. Viramos uma só quadrilha formada por várias facções?

J R Ichihara
05/07/2017

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