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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Confiabilidade, questionável, nas instituições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Todos aceitam nossas afirmações?


A recente viagem do presidente Temer para a Rússia e Noruega, apesar da crise interna do momento, provavelmente, era para melhorar a imagem do país no cenário internacional, além de fortalecer os interesses comerciais. Os opositores deste governo acham que isso foi apenas para afastá-lo um pouco dos noticiários que o bombardeiam requentando as denúncias sobre corrupção e obstrução da Justiça. A sua base aliada, com o recém-chegado PSDB, também não mostra sinais de que permanecerá no barco que está à deriva. O que de bom virá nesta bagagem?
Sabe-se que este governo pouco se empenhou para fortalecer e dar maior visibilidade ao BRICs, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, assim como para o NBD, o banco criado para financiamento do BRICs. Nesta visita, porém, falou com o presidente Putin, da Rússia, sobre a importância dos acordos bilaterais. Citou, ainda, que o nosso país está se recuperando financeiramente e que, além do BRICs, Brasil e Rússia estreitem mais o relacionamento no G20, o grupo dos vinte países mais ricos do planeta. Faltou tempo para isso?
Um bom teste foi na Noruega, um país conhecido pelo baixo índice de corrupção, segundo o relatório anual da ONG Transparency International. Nesta avaliação, com base na opinião de especialistas do Banco Mundial, do Banco Africano de Desenvolvimento e da Fundação Alemã Beterlsmann, este país ocupa a sexta posição dos menos corruptos no mundo em 2016. O Brasil ficou na 79ª colocação. Constrangimento para Temer? A primeira-ministra Erna Solberg anunciou a redução de investimentos na Amazônia e a preocupação com a Operação Lava Jato. Mas...
Como a Rússia não é exemplo para o Brasil no combate a corrupção (131ª posição no ranking da Transparency International), provavelmente o assunto da Operação Lava Jato não fez parte da conversa entre Temer e Putin. Aliás, o presidente russo é citado no envolvimento por trabalhar, com meios nada transparentes, contra a candidata Hilary Clinton, que foi derrotada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas nem sempre a classificação desta ONG é o fator decisivo para as relações comerciais ou de outros interesses entre os países. Portanto...
Quando o encurralamento vem de quem tem cacife para cobrar uma postura diferente, como no caso da Noruega, o buraco é mais embaixo, como diz o ditado popular. O corte no Fundo da Amazônia, que Erna Solberg anunciou neste encontro, é porque o desmatamento não se mostra controlado por parte do governo brasileiro. País sério costuma exigir o cumprimento dos acordos, das leis e dos tratados firmados. Temer afirmou que as instituições brasileiras funcionam regularmente, que a democracia é sólida. Mas... Só isso é o suficiente para convencer a Noruega?
Voltando ao solo pátrio, urge analisar sobre o que o nosso presidente-visitante quis dizer com “regularmente”. Seria o arquivamento do pedido de cassação do senador Aécio Neves, pego em corrupção e tentativa de obstrução da Justiça? A indiferença da vigilância sanitária permitindo que os Estados Unidos suspendessem a importação da nossa carne, depois do episódio da “Carne Fraca”? Quem sabe a absolvição da chapa Dilma-Temer, no STF, nas eleições presidenciais de 2014? Talvez a liberação do médico estuprador Abdel Abdelmassih para cumprir pena em casa?
Infelizmente, discordando do presidente, nossas instituições não atuam “regularmente”, muito menos inspiram a confiança que a sociedade precisa. O festival de impunidade pública ou privada não tem fim. Como terminou o caso da catástrofe ambiental provocada pela Vale, em Minas Gerais? Aos que acreditam no fim da incompetência e da corrupção, só com a privatização, um caso recente questiona esta tese. Um recente acidente, entre uma carreta e um ônibus, na privatizada BR 101, próximo a Guarapari-ES, deixou mais de vinte mortos. É isso que buscamos?


J R Ichihara
24/06/2017

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