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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Velho Continente sob terrorismo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tudo em nome de Alá?


O último fim de semana foi marcado por mais um atentado terrorista na Europa. Desta vez o alvo foi Londres, a capital da Inglaterra. Os ataques foram em dois locais diferentes. Na London Bridge, o famoso cartão postal da cidade, um veículo atingiu várias pessoas. Bem próximo dali, no Borough Market, houve esfaqueamento e troca de tiros. Apesar da polícia ter matado os três terroristas que foram identificados, o resultado geral foi 7 mortos e 48 feridos. Há poucos dias, em Manchester, neste país, um homem-bomba matou mais de 20 pessoas na saída de um show.
Haveria algum motivo para o Velho Continente ser escolhido para tantos ataques terroristas? O último ato terrorista de repercussão mundial, fora da Europa, neste século, foi a destruição das Torres Gêmeas, em Nova York, Estados Unidos. Depois disso todos aconteceram na Europa, com o Estado Islâmico assumindo a responsabilidade pela maioria deles. Será porque a reação do Tio Sam, destruindo o Iraque e enforcando Saddam Hussein e depois matando Osama Bin Laden, os fundamentalistas pensam duas vezes antes de agir no solo ianque? Quem sabe?
Segundo uma publicação no jornal O Globo, de 03/04/2017, entre 2015 e 2017, os atentados na Europa, envolvendo Paris, Bruxelas, Istambul, Berlim e Londres deixaram um total de mais de 300 mortos e mil feridos. Alguns acham que o terrorismo realizado por estrangeiros tem ligação com o fim da Guerra Fria, assumindo uma conotação geopolítica. Daí a manifestação dos fundamentalistas contra a intervenção dos Estados Unidos no Oriente Médio. A grande preocupação no Continente é porque a ação terrorista é externa e não interna como era antes.
Ninguém desconhece os conflitos internos que ocorrem em alguns países da Europa há séculos. A luta dos bascos, na Espanha, para ser independente é muito antiga. Daí os inúmeros atentados promovidos pelo grupo separatista ETA. O confronto religioso entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda já mostrou do que é capaz o IRA, o Exército Republicano Irlandês, católico e a favor da independência do país. Do lado protestante e pró-Inglaterra, os unionistas também sustentaram fortes enfrentamentos com os separatistas. Este Continente sempre foi um caldeirão.
Infelizmente o clima de guerra que todos querem manter longe de suas fronteiras independe da convivência amistosa entre seus cidadãos. O que está acontecendo, há cerca de dois anos, na Europa tem origem na insatisfação externa. Por que? Seria pela xenofobia demonstrada durante a corrente migratória, gerada nos conflitos nos países do Oriente Médio, que tinha coo destino a Europa? Ou pela arrogante superioridade com que os europeus tratam os povos que fogem desta região? À parte quaisquer suposições, o terror ganhou destaque mundial.
Mas o Velho Continente nunca foi um celeiro da paz. Além de ser o estopim das duas Guerras Mundiais, no século XX, mostrou ao mundo como se deu a fragmentação da Iugoslávia em seis repúblicas (Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia, Montenegro e Sérvia) e duas províncias autônomas (Kosovo e Vojvodina). O mapa geográfico desta região foi modificado à custa de muitas vidas ceifadas. Portanto, sem ignorar que ato terrorista é desprezível, clima de guerra na Europa não é novidade. Motivos? Etnia, religião, ideologia e desigualdade.
Rebobinar os fatos históricos passados não justificam os atos terroristas da atualidade. Mas será que a forma violenta de colonizar os países ao redor do mundo não deixou feridas incuráveis nos povos explorados? Poderia alguém praticar um ato abominável desses apenas por puro prazer de matar? Ou isso é somente uma maneira de chamar a atenção para algo que precisa ser resolvido de outra forma? Pelo que se vê, a insistência em espalhar o terror pela Europa não parece ser um caso isolado. Que a coragem dos terroristas seja menor que a das vítimas!


J R Ichihara
06/06/2017

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