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Jornalismo
 
Em que se plantando tudo dá
Por: Marlene A. Torrigo

A maior mudança que precisamos fazer é a do consumo para a produção, mesmo que em pequenas escala, em nossos próprios jardins. Se apenas 10% de nós fizer isso, haverá sempre o suficiente para todos. Daí a inutilidade de revolucionários que não têm hortas, que dependem do próprio sistema que eles atacam, e que produzem palavras e balas, e não alimento e abrigo. (Bill Mollison - fundador da permacultura)

Excelente a reflexão acima. Exatamente, bradamos, exigimos, revolucionamos, contudo, cuidar do ecossistema, são poucos os que o fazem. Poucos possuem desinteresse em empunhar armas. Interessam-se, isto sim, em plantar, preocupam-se com a recuperação do solo para o plantio, conscientizam-se em plantar árvores porque sabem que o meio ambiente pede socorro.
O homem do campo, a maioria deles teima com a terra, sem reconhecimento nenhum, desprovidos de ajuda adequada para expandir suas lavouras. É mesmo uma pena que um pequeno agricultor seja tão desvalorizado. Este Ser sofrido não tem como chegar à grande produção de alimentos por motivos políticos que todos conhecemos.
Presentemente, levados por grande motivação em plantar os seus alimentos, citadinos estão optando por criar hortas nos quintais, até mesmo moradores de apartamentos. É um bom começo. Lembro que a mamãe plantava chuchu, tomate, cana, mandioca, girassol, milho e outros alimentos no quintal de casa. Paupérrimos que éramos a nossa horta era uma preciosidade.
Pessoas antigas aproveitavam qualquer pedacinho de quintal para o plantio, isto até que chegasse o costume moderno de cimentar os quintais, esconder a terra com pisos vistosos, e as hortas caseiras entrarem em decadência.
Saber que o uso exacerbado de agrotóxicos, conservantes, aromatizantes estão sendo usados por grandes agricultores, citadinos estão retornando àquele tempo em que hortas eram de grande importância. Escolas, igrejas, instituições, comunidades, estão aderindo ao plantio, mesmo que seja em pequeno espaço. Árvores doentes estão sendo cuidadas, plantadas ou transportadas para lugares adequados.
A todo esse esforço de recuperação o ecossistema agradece. Não é muito, não condiz com o todo, mas o empenho de poucos um dia será o empenho de muitos. Precisamos ampliar a nossa visão de que todos precisamos de alimentos saudáveis.

Alterando um pouco o texto, discernirei sobre a questão das regiões de grande seca no país que abrange extensa área do Nordeste.
“O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional não saem do papel. A transposição fluvial beneficiaria todos os estados do Nordeste, Minas Gerais e o Espírito Santo.” (Web)
Existem regiões extremamente secas em que o alimento praticamente inexiste. Plantações precisam de água e onde falta água falta alimento. Tendo a transposição do Rio São Francisco se tornado um sonho, porque o governo não leva alimentos perecíveis e não perecíveis, via aérea, para as regiões onde há Fome? - Outro sonho? Para responder à pergunta possivelmente eu teria que deambular pelo fausto pasto da política brasileira, pela mega-corrupção e pelo descaso com a vida humana.
Filosofou Gandhi: Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. Sim, na terra que em se plantando tudo dá é muito pesaroso termos conhecimento que existem regiões em que seus habitantes passam fome ocasionada pela cupidez humana.

"Permacultura é uma cultura que engloba métodos holísticos para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana - em jardins, vilas, aldeias e comunidades - ambientalmente sustentáveis, e socialmente justos e financeiramente viáveis." (Web)

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