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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Dança das cadeiras, reconciliação... tudo se ajeitando?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Sobrevivência exige mudanças!


Apesar da fritura que vem sofrendo o governo Temer, que externa indiferença à gravidade da crise aparentando normalidade, a roda-viva do dia a dia não pode parar. Mas a dança das cadeiras nos ministérios e a volta do senador Renan Calheiros ao posto de líder do PMDB, o partido do presidente da República, teve a merecida repercussão no meio político do país. Osmar Serraglio, que era o ministro da Justiça e foi substituído por Torquato Jardim, não aceitou ir para o Ministério da Transparência, reassumindo o cargo de deputado federal pelo PMDB-PR.
Como não poderia deixar de acontecer, surgem especulações de todos os lados. Da parte do governo, o motivo da troca de cadeiras é porque Jardim é um especialista na área; a oposição acredita que é para trocar a direção da Polícia Federal, um dos pilares da Operação Lava Jato. Mas os fatos mostram que o atual diretor está no cargo sob a mudança de seis ministros da Justiça, desde que assumiu pela primeira vez. A recusa de Serraglio para outro ministério, voltando à Câmara de Deputados, tirou o foro privilegiado de Rocha Loures, o da mala da propina da JBS.
O outro implicado nas gravações dos irmãos Batista, o senador afastado Aécio Neves, envolvido em tentativa de obstrução da Justiça, segundo uma gravação autorizada, vê a sua situação difícil se agravar cada vez que novas divulgações vêm à público. Se vale uma comparação, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) encontra-se preso porque o STF entendeu que ele tentou obstruir as investigações da Lava Jato, sugerindo a fuga de Nestor Cerveró para que não fizesse acordo de delação premiada. A conversa foi gravada por Bernardo, o filho do Cerveró.
Fora do âmbito jurídico, onde se leva mais tempo para conhecer o resultado, a presença de Renan Calheiros como líder da bancada no Senado causou incômodo entre alguns colegas da Casa. O seu tom sobre as reformas já mudou. Da mesma forma que as críticas ao governo Temer adquiriram a suavidade típica do meio político. Para quem já esqueceu, Renan é um dos citados na lista de parlamentares encaminhada para a Procuradoria Geral da República investigar, os citados na delação premiada da Operação Lava Jato. Será que ele vai ser preso como o Cunha?
Dentre os alvos dos comentários e notícias desfavoráveis da atualidade no país, provavelmente o mais vulnerável é o ex-deputado e homem de confiança de Temer, o Rocha Loures. Sem o foro privilegiado que perdeu porque Serraglio reassumiu, como garantir a blindagem que possuía? Arranjando um cargo com estatura de ministro? Aí a história volta ao cenário político recente. Quando a ex-presidenta Dilma indicou o ex-presidente Lula para a Casa Civil, o STF entendeu que isso tinha o objetivo de blinda-lo perante a Justiça. Loures vai delatar?
Para o cidadão comum, as certezas são poucas e as dúvidas são muitas. Temer terá que responder, por escrito, à PF sobre as gravações da conversa dele com os donos da JBS, os irmãos Batista. Se isso vai decretar a queda definitiva do presidente da República é imprevisível. Aliás, em se tratando de atuação da Justiça com os crimes das autoridades de alta patente no Brasil, nada é previsível. Mas bem ou mal, apesar da fartura de sujeira que a Operação Lava Jato trouxe à tona, se todos receberem o mesmo tratamento, o passo inicial contra a corrupção será dado.
Qual seria o verdadeiro reparo que satisfaz o contribuinte apartidário nos casos de corrupção? Somente a prisão basta? Reclusão e ressarcimento dos danos financeiros? Cassação dos direitos políticos, no caso de pertencer a esta classe, definitivamente? Estabelecer punições de acordo com os valores desviados? Pois é. O estopim de todo esse imbróglio, a JBS, fechou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal do Distrito Federal, no valor de R$ 10,3 bilhões, com prazo de pagamento de 25 anos. E do outro lado... Haverá algum tipo de reparo?


J R Ichihara
31/05/2017

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