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Jornalismo
 
Reformas: Quem ri por último ri melhor
Por: Marlene A. Torrigo

As reformas constitucionais brasileiras tem seus prós e contras. O ponto de vista é entender os objetivos de tais reformas. De tudo que eu tenho lido e ouvido, existem alguns objetivos claros para algumas propostas. A terceirização trabalhista será de todo ruim? Sim ou não? Há pontos negativos e positivos a destacar. Será ponto positivo, como exemplo, exonerar servidores públicos. Terceirizados, eles trabalharão para manter seus empregos e não para usufruir de mordomias muitas, absolvendo-se, gabando-se por se autodenominaram privilegiados concursados.

No funcionalismo público, haja mordomias! Eu conheço servidores altos salários, que trabalham 20 horas semanais, tem carga horária estendida para 40 horas, ganhando dúplice, claro, mas no total mal chegam a 15 horas semanais trabalhadas. E se acham honestos, honestíssimos. E como falam mal dos políticos corruptos! Entenda-se, trabalhar tão poucas horas numa instituição pública os favorece para que trabalhem em três, quatro, cinco empregos. Eu conheço um servidor que na semana se desloca entre seis empregos. Obviamente trata-se daqueles que atuam em profissões ambicionadas, conseguidas à custa de pais bem-sucedidos. Pois bem, eles agora creditam que a ralé tem mesmo de ralar com as mudanças trabalhistas e previdenciárias.

Os objetivos da reforma previdenciária certamente melhorarão alguns pontos. Atualmente leis trabalhistas vigentes dão direito às gestantes de usufruir seis meses de licença-maternidade. Pra que tanto? Antes eram três meses o que se podia considerar muito. Sim, o aleitamento materno é necessário, contudo, empresas precisam garantir que as mães possam aleitar durante esse período sem que sejam necessários 180 dias parados. Também o homem tem direito a 15 dias de licença-paternidade. Para que tanto? Antes eram três dias. Estava de bom tamanho. Eu conheço uma viúva de 30 anos, sem filhos, que desde os 21 anos é pensionista. É um absurdo que viúvas e viúvos jovens e saudáveis usufruam de regalias previdenciárias. E empresas pagarem os primeiros 15 dias de licença médica, isso também tem que ser revisto. Certamente algumas reformas precisam acontecer.

Sabemos dos prós e contras. Também sabemos dos objetivos escusos nos bastidores do palácio e sabemos de qual lado atuam os sindicalistas nababos. Os rombos previdenciários totalizam valores incalculáveis e a Operação Lava Jato até agora ocasionou um rombo de oito trilhões ao Erário Público. Quem pagará por isso? Todos, exceto as classes dominantes. A mega-roubalheira decrescerá a classe média baixa, tornando-a pobre. Milhares de pobres, tornar-se-ão miseráveis, engrandecendo a estimativa da Fome.

Que a classe média alta não regozije tanto: com a queda da renda per capita familiar, ela quedará junto. Será como quando eu era criança: miseráveis, pobres e ricos. Quanto àqueles jubilados que se gabam de terem uma velhice assegurada com seus onerosos convênios médicos e suas boas aposentadorias previdenciárias e/ou privadas, sabe-se que há projetos tramitando nos bastidores negros para acabar com tantas “regalias” eméritas. Também, aqueles que durante anos preocuparam-se em obter bens, como ter imóveis alugados, boa sorte nas transações, porque os arrendatários... Pobrezinhos! Então será hora do povão relembrar o velho ditado, quem ri por último ri melhor.

Resumindo, vale lembrar que foram ricos e nobres, os mais distinguidos pela Santíssima Inquisição e que estamos volvendo à era escravagista, mas agora com doutrinação de brancos e negros. Em pouco mais de 500 anos de Brasil, escravos negros levaram 300 anos para conseguirem sua liberdade. Vale lembrar também que antes da Princesa Isabel – foi ela quem iniciou o processo de direitos à classe trabalhista – os trabalhadores brasileiros não possuíam nenhuma "regalia", como agora desejam as classes dominantes da atualidade. Há gente do povo que entende que as leis trabalhistas são antigas. Caducaram, não é mesmo? Pois bem; deixemos volver 100 anos atrás quando...

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