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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Noves fora... Vai dar no quê?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

David, sem a funda, contra o Golias!


A paralisação geral do Brasil dia 28/04/17, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, pôde ser vista de duas maneiras distintas. Quem só assistiu as imagens mostradas pela mídia parcial concluiu que a manifestação foi um enorme fracasso. Por outro lado, os esperançosos de que este movimento seria a única forma de sensibilizar os parlamentares que votarão a aprovação das propostas, comemoraram o sucesso. Talvez, como sempre, a razão não esteja com nenhum dos lados. Unanimidade é incompatível com a Democracia em qualquer lugar.
Mostrar apenas os atos de vandalismo, a indignação das pessoas que não podiam se locomover, por falta de transporte coletivo, além de depredação de vitrines de lojas e telefones públicos não servem para classificar, no geral, este ato popular como insucesso. Da mesma forma, apontar como decisivo para a rejeição das reformas a paralisação significativa de trens, metrô e ônibus nas maiores cidades do país, achando que apenas isso sensibilizará quem vai aprovar ou rejeitar as propostas das reformas, beira a utopia. Os fatos são recados que devem ser analisados.
Ouviu-se exaustivamente sobre a necessidade das reformas, mas o que provavelmente está deixando a população revoltada é a unilateralidade das propostas. De que forma o povo participou? Por que os Sindicatos, apesar da má fama de serem apenas recebedores de contribuições dos trabalhadores, não tiveram o direito de negociar? Quem garante que todas as alterações, como disse o relator, são para dar segurança jurídica aos envolvidos? Justiça, em qualquer lugar do mundo civilizado, é para proteger o mais fraco. Flexibilizar melhora para quem?
Infelizmente um tema extremamente complexo, que envolve interesses econômicos e sociais, está sendo tratado sem a devida importância. Tipo assim: aprova porque é melhor para todos! Caso isso não aconteça, o país quebra de vez! Bem diferente quando se trata de outros assuntos de interesse que beneficiam a população carente. Quantos não ouviram que o Brasil é maior que tudo isso? Por que tanta urgência agora? Nossa Previdência, qualquer brasileiro sabe, está quebrada há muito tempo. Não é isso que ouvimos há décadas? Ou alguém está mentindo?
Pelo sim, pelo não, a classe trabalhadora que tem motivos de sobra para desconfiar da generosidade patronal, resolveu se manifestar. Nesses momentos se vê que os defensores do cumprimento da Constituição mudam facilmente de opinião e atitude quando precisam mostrar que existe força acima de suas vontades. O prefeito de São Paulo, João Doria, ameaçou cortar o ponto de quem participar da greve. Mas isso não é garantido pela Constituição? A participação é livre e espontânea... ninguém vai deixar de trabalhar sem um motivo justo, goste ele ou não.
Seria justo dizer que a reformas são desnecessárias? Provavelmente ninguém é contra uma adequação aos novos tempos, a um mundo que mudou a olhos vistos. Mas propostas que atendem mais as necessidades do patrão estão muito longe de serem avanços. Por que não limitar a jornada de trabalho, se as novas tecnologias facilitam a execução das tarefas? Nessas horas não vale a comparação com os países do Primeiro Mundo? Onde fica a tal produtividade? A ideia é adotar o modelo chinês, mundialmente criticado pelas péssimas condições de trabalho? Ou...
Enquanto o empresário brasileiro pensar que gerar empregos é um favor à população, a probabilidade de desentendimento com seus colaboradores é altíssima. Se alguém monta um negócio é porque vê uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, não para fazer caridade. Da mesma forma que as pessoas se empregam para ganhar o sustento honestamente. Só que há um desequilíbrio de forças entre patrões e empregados, onde a Justiça do Trabalho serve para proteger os interesses do mais fraco. Como ficará a situação destes sem uma defesa à altura?


J R Ichihara
30/04/2017

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