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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Extrema direita em alta?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo das extremidades


As eleições para a presidência da França, um país europeu onde o povo cultiva uma tradição esquerdista, sinaliza que a extrema direita não morreu. O discurso inflamado da candidata Marine Le Pen é simples e direto. Limitar a entrada de imigrantes, sair da zona do euro, taxar contratos de emprego de estrangeiros, aumentar benefícios sociais, reduzir a idade da aposentadoria, além de diminuir os impostos das pequenas empresas e da renda. Resumindo, segundo ela, devolver a liberdade para a França e dar voz ao povo. Isso é uma tendência mundial?
Por outro lado, o seu adversário, Emmanuel Macron, um iniciante na política, defende uma maior integração com a zona do euro, redução do funcionalismo público, inclusive com proibição de contratação de parentes, criar subsidio ao desemprego usando os impostos, limitação do mandato de parlamentares, jovens sob serviço militar temporário obrigatório, mas com direito a vale-cultura, melhora na avaliação de antecedentes e solicitação de asilo, entre outros. As declarações dos candidatos repercutem no mundo com adesões e rejeições, como esperado.
Os especialistas no assunto opinam sobre o avanço da extrema direita nos países. Aqui no torrão natal já se vê os efeitos que o discurso do deputado Bolsonaro, um adepto da gestão pública com mão de ferro, provoca entre alguns decepcionados com a atuação da Justiça diante das denúncias. Mas será que governar um país, onde as divergências sociais e raciais são marcantes, valorizando a exclusão, atenderá o interesse de todos? Ou a ideia é governar para uma minoria? Como dialogar num ambiente onde só uma opinião prevalece? As urnas vêm aí!
Quem duvidaria que o discurso do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a prioridade do seu governo é o país para o seu próprio povo, é uma exceção no mundo? Seria muita inocência achar isso! Se a maior autoridade de um país não defender os interesses dos seus cidadãos... quem o fará? Desde que as regras internacionais acordadas sejam obedecidas, qual é o problema? O perigo é quando a atuação interna se encarrega de discriminar os próprios nativos. Saber se Le Pen ou Macron é o melhor para o país, só o tempo mostrará.
Sabe-se que o mundo dos negócios é quem impulsiona a economia em qualquer lugar do planeta. Daí a velha e batida tese de que o socialismo faliu porque não se sustentou nas tentativas comprovadamente fracassadas na União Soviética e em Cuba, sobrevivendo à custa do sacrifício da população na Coreia do Norte. Isso é fato, mas o que os defensores do capitalismo selvagem não explicam é por que toda crise mundial foi alimentada por esse sistema. O mundo se recuperou, justificam os ardorosos que acreditam. Outra verdade. Mas para quantos a situação melhorou?
Lamentavelmente para os que reclamam que pagam muitos impostos e não recebem nada em troca do governo que arrecada cada vez mais, uma gestão voltada para atender o mercado financeiro não pensa em redistribuição como a maioria quer. Se não houver um intermediador, a gestão pública no caso, para atuar, a iniciativa privada não está preocupada com a assistência social da população – o foco é atender os interesses dos acionistas. O aumento da concentração de renda e do fosso da desigualdade social é bom para quem? Então... Governo atrapalha mesmo!
Decepciona muito quando se pode comprar e pagar tudo pelo celular, fazer aplicações financeiras e outras operações do dia a dia, mas ninguém oferece essas facilidades para os serviços públicos essenciais. Quando se trata de marcar uma consulta médica, deleta-se todos os avanços tecnológicos disponíveis e o jeito é madrugar na fila para conseguir, contando com muita sorte, uma bendita senha que é distribuída. O mesmo se aplica para matricular filho na rede pública de ensino. Que diferença faz ser da direita ou da esquerda se nada disso funciona no Brasil?


J R Ichihara
24/04/2017

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