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Jornalismo
 
Desnecessário uma atualização
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Muitos torcem pela volta Dele!


Quando tudo precisa de reforma para acompanhar a atualização tecnológica e outras exigências que atendam às necessidades do mundo contemporâneo, uma tradição religiosa segue inalterada e, pela sinalização da Igreja Católica, dificilmente sofrerá mudanças. A Semana Santa, como acreditam os cristãos do mundo, simboliza a morte seguida da ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus enviado para redimir os pecados acumulados pela humanidade. Mesmo tendo acontecido há mais de dois mil anos, pouca coisa mudou na forma de celebrar este fato.
Logicamente que o comportamento das pessoas nos diversos países do planeta é baseado nas Leis do Homens e não nos princípios religiosos. Mas se alguém prestar um pouco de atenção aos Dez Mandamentos da Lei de Deus, verá que todas os desentendimentos da atualidade são consequências da desobediência a coisas simples e factíveis. Por que, com todos os avanços da ciência e da tecnologia, as pessoas se afastam cada vez mais de leis tão ao alcance de todos? Claro que para viver honestamente não precisa ser uma presa fácil dos espertalhões.
Mas até esta data tão significativa para a humanidade não poderia deixar de ter suas divergências. Portanto, quem pensava que esta tradição fosse universal deve aceitar as diferenças entre as comemorações dos cristãos e dos judeus. Para aqueles, o significado é a ressurreição de Jesus Cristo, que foi morto e crucificado, ocorrendo sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril; para estes, é a celebração da libertação do povo hebreu da escravidão egípcia, ocorrendo normalmente o início da primavera, após as Dez Pragas que atingiram o povo egípcio. Então...
Se a História não tem a intenção de diminuir a importância desta data para cristãos e judeus, a humanidade se encarregou de manter as tradições de ambas as correntes. Do lado cristão é a renovação da fé, de manter viva a luta pela desigualdade e injustiça dos homens. Já no lado judeu, com muito mais intensidade, o desafio de sustentar a liberdade através de conquistas, através do trabalho, sem impor escravidão aos semelhantes. Mostrar que a cobrança excessiva de impostos dos romanos era tão injusta quanto a escravidão imposta pelos faraós.
Os ateus convictos, assim como os indiferentes aos costumes religiosos, claro, acham que tudo isso é de uma inutilidade sem tamanho quando aplicados ao mundo real. Mas quem pauta sua vida pelos valores intangíveis que as crenças sustentam vê tudo de forma totalmente diferente. Apontam até que toda desumanidade que se vê hoje nos quatro cantos do mundo é consequência do abandono dos princípios cristãos, especialmente aquele que elege a fé, a esperança e a caridade como pilares de uma sociedade mais justa para todos. Isso é possível?
Inevitavelmente alguém poderia citar as barbaridades cometidas por causa do fanatismo religioso que a mídia expõe no cotidiano. São fatos inexplicáveis, mas não podem servir como justificativa para se desacreditar na utilidade da religião na vida das pessoas. É exatamente o desrespeito ao direito de o ser humano escolher livremente no que acreditar que gera tanta divergência e provoca o desequilíbrio de comportamento. Haveria necessidade de tantas leis, algumas totalmente inúteis, se todos obedecessem a coisas simples de se praticar no dia a dia?
Num momento de grande escassez de valores éticos e morais no nosso país, a Semana Santa pode ajudar as pessoas que colocam a desonestidade e a vida pecaminosa acima de tudo para acumular bens materiais. Mas o que fazem as autoridades ao tentarem atender os reclamos da sociedade? Criam leis e mais leis, não é isso? E quantas são obedecidas ou servem de freio para acabar com tanta ganância e sede de poder? Por isso esse festival de escândalos que a população toma conhecimento diuturnamente. Vida digna e exemplar independe de reformas!


J R Ichihara
16/04/2017

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