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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Alta ebulição no Oriente Médio
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como achar o epicentro da paz?


A decisão do presidente Trump bombardear uma base militar na Síria, em retaliação ao ditador Bashar Al Assad, porque utilizou o gás Sarin para atacar uma cidade dominada pelos rebeldes, aumentou a tensão no Oriente Médio. Apesar do fim da Guerra Fria, ninguém desconhece que os Estados Unidos e a Rússia continuam em lados opostos quanto ao apoio aos países onde há conflitos armados. Deveria ser diferente? Ou este equilíbrio de poder entre os arsenais bélicos é necessário? O Tio Sam alegou a mesma coisa para destruir o Iraque.
Talvez porque o ambiente no Brasil também esteja com a temperatura elevada por causa das insatisfações geradas pelas propostas de Reformas, a mídia tenha deixado a crise internacional em segundo plano. Mas todos concordam que o episódio pode trazer consequências que atingem o planeta. Dá para imaginar se os países do seleto clube dos detentores da bomba atômica resolvem apoiar um dos lados? Nessas horas a humanidade se dá conta que a segurança mundial não é tão robusta quanto se pensa. Qualquer desequilíbrio emocional pode detonar tudo.
O fato é que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que Trump inventou um pretexto para atacar a base síria no dia 06/04/17, ignorando que a ação de Bashar Al Assad foi contra um depósito de armas dos rebeldes. Segundo ele, foi uma agressão contra um Estado Soberano, em violação das normas do direito Internacional. Como os Estados Unidos apoiam os rebeldes que lutam para depor Al Assad, não precisa de muita explicação para entender o porquê deste desfecho. Por outro lado, soa esquisito falar em direito num regime como o de Al Assad.
Lamentavelmente os 80 mortos contabilizados no citado ataque químico, assim como as estimadas, entre 4 e 9, vítimas fatais dos 59 mísseis Tomahawk, lançados pelos Estados Unidos, entrarão apenas para a estatística de uma batalha sangrenta que já dura mais de seis anos. Aos que veem a guerra como a única saída para a paz, vale a pena sacrificar inocentes. Para a indústria bélica, melhor ainda - ocorre uma alavancagem nas vendas a cada novo foco de conflito armado. Mais ainda: alguns países europeus apoiaram totalmente a ação dos Estados Unidos.
Mas a vontade imposta pelo poder de fogo dos Estados Unidos tem lá suas reações. Basta olhar para o que vem acontecendo nos mais importantes países da Europa. Atentados na França, na Inglaterra, na Suécia e, recentemente, na Alemanha, no ônibus que transportava a equipe do Borussia Dortmund para o jogo contra o Mônaco, pela Liga dos Campeões. Que nem todos têm ligação com atos terroristas dos mulçumanos, é bom alertar, mas também não se pode descartar que isso é motivado por discriminação racial e ódio movido por crença religiosa. Portanto...
Se a insegurança mundial, tanto no Ocidente como no Oriente Médio, está cada vez mais sob suspeita não se pode debitar tudo na conta dos seguidores do islamismo. Vê-se que, apesar do fim da polarização capitalismo x socialismo, a velha mania de espionagem entre os países não saiu de moda. Que o diga Edward Snowden, o ex-funcionário da CIA procurado por revelar como o governo dos Estados Unidos monitorava a vida das pessoas, inclusive de autoridades mundiais, sendo obrigado a viver escondido depois disso. Que paz as potências militares tanto procuram?
Deixando a religião e os costumes de lado, sabe-se que o mundo real nos obriga a aceitar todas as diferenças que existe entre as pessoas, os povos, as nações e os países. Como achar que a simples exclusão, o ato de eliminar sumariamente quem não comunga com os nossos valores, é a solução para conviver com as divergências? Respeitar o direito alheio é a única forma de harmonizar a convivência na Terra. Apenas as superioridades econômica e militar bastam para mudar as crenças, os princípios e valores de um ser humano? Ou não existe o caminho para isso?


J R Ichihara
12/04/2017

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