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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Metade vazia do copo... Não interessa!!!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Alguém tem de pagar a conta


Diante de tantos números sobre a melhora na situação econômica do Brasil muitos questionam as perdas. Claro, o momento não é para ficar chorando o leite derramado, insistir lamentando o fim das conquistas dos trabalhadores e achar que nunca mais vai se aposentar em vida. É preciso olhar mais além! Admitir que tudo isso é a cota de sacrifício para um futuro mais seguro e melhor. Mas a resposta para uma pergunta, bem simples aliás, é que desagrada a maioria: como acreditar em dias melhores? A densidade da metade vazia do copo será altíssima!
Quem nunca ouviu a frase corriqueira de que alguém vale por dez? Isso é a medida usada para comparar o valor de uma pessoa com as outras. Na linguagem futebolística, um prato cheio para o brasileiro, é a dica para definir quem é importante. Tipo assim: Seleção Brasileira, hoje, é o Neymar e mais dez! Expandindo para a vida cotidiana, é só aplicar e, para usar uma palavra da moda, “empoderar” os que realmente merecem a atenção. Pois bem. Visto assim, as autoridades mandam um recado muito claro sobre quem precisa ser valorizado para o bem de todos no país.
As reformas que propõem mostram como somos vistos pelo andar de cima, ou pela Casa Grande, confirmando para que servimos neste país. Garantir direitos? Esqueça! O que se precisa é cortar abusos. Espelhem-se nas relações trabalhistas dos países desenvolvidos. Proporcionar melhores condições de trabalho? Bobagem! Nenhum país se desenvolveu sem uma carga de trabalho excessiva dos trabalhadores. Aposentar com uma situação financeira que permita viver com qualidade de vida? Para quê? Todos devem se manter em plena atividade. Abaixo o ócio!
Mas a maneira simplória de ver a vida laboral não condiz com a realidade. Os nobres iluminados que elaboram e propõem as reformas urgentes neste país não sabem como são as rotinas de certas profissões. Dá para imaginar o desempenho do trabalhador da mina de carvão, após os 60 anos, dando um duro danado, a mais de cem metros abaixo do solo? Ou de um lavrador, sob um sol escaldante de 40 graus, tentando produzir, num solo nada fértil, para garantir o sustento familiar? Como não aplaudir um bombeiro herói-vovô nas operações de resgate?
Os indiferentes aos problemas alheios que fazem o país se desenvolver com segurança, assistência médica e proporcionando educação para todos, não estendem o olhar para além das suas confortáveis salas refrigeradas, equipadas com todos os recursos necessários para a realização do trabalho. Talvez o aconchego das poltronas, além de toda assistência médica e odontológica, da garantia de moradia e transporte aéreo, de reembolso de gastos das mais variadas formas, complementada por um ótimo salário, os tornem habitantes de outro país.
Infelizmente, para os questionadores, há um interesse grandioso que algumas pessoas, os verdadeiros cidadãos brasileiros, sejam preservados de todas as mordomias, vantagens pessoais e manutenção de suas funções. Elas preenchem a metade cheia do copo, ao contrário dos invisíveis da outra metade, que são totalmente desprezíveis, por causa da insignificância, portanto são indispensáveis para que a sociedade seja muito bem representada. Quem não concordar com isso, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, que se candidate em 2018.
Nada como uma forte rejeição popular contra quem depende de votos para forçar uma reflexão. O governo recuou, embora não admita isso, anunciando rever alguns pontos da Reforma Previdenciária. Quando nem a sua base de apoio votou a favor das mudanças propostas... Por que insistir? Tem horas que os convidados do banquete, o seleto grupo da metade cheia do copo, precisam lembrar que os que pagam a conta, os milhares que se espremem na metade vazia do mesmo copo, precisam continuar ralando para sustenta-los. Quantos abrem mão das mordomias?


J R Ichihara
09/04/2017

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