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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Reforma, reforma, reforma... E o povo...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como aceitar se for para piorar?


Há tempos que se fala em reformas no Brasil. Todo cidadão indignado com o festival de arbitrariedades, desmandos e impunidades que são exibidos fartamente na mídia, mesmo quando só interessa agredir os desafetos, não aguenta mais tanto absurdo. O governo federal, no alto da sua impopularidade, sem contar com as frequentes gafes cometidas nos pronunciamentos, sustenta que a necessidade de tais medidas é preventiva para evitar problemas seríssimos no futuro. Como fazer isso é que não convenceu a população. Daí os protestos no último 15/03/17.
A grande incógnita é a matemática estranha que os defensores das mudanças apresentam para a sociedade, aquela que vai arcar com todas as contas, onde a confiabilidade dos números está longe de convencer quem vai pagar o que for aprovado. De uma forma ou de outra, neste caso, a transparência deveria ser a prioridade número zero. Como aceitar que alguns privilegiados se aposentem com salários altíssimos sem saber sobre suas contribuições? Por que alguns cidadãos têm benefícios de maneira inexplicável? Onde está a igualdade de direitos?
Portanto, a extensa e indiscutível pauta de reformas (previdenciária, trabalhista, política e judiciária) é importante, desde que o contribuinte saiba o que está em discussão e, principalmente, como cada poder vai se comportar diante das mudanças. Qual é a graça em apertar o trabalhador comum, a ponto da sua aposentadoria nunca acontecer, se uma classe mantiver todas as mordomias, além do tal “foro privilegiado”? Certamente esse pessoal continuará “se lixando” para o povão, a fatia de otários da população que será obrigada a apenas pagar a conta no final. Então...
Como aceitar que todas as maracutaias sejam isentas nos casos de “caixa dois” das campanhas políticas? Que o ministro do STF e também presidente do TSE, Gilmar Mendes, tenha o entendimento dele, tudo bem, mas quem não se beneficia de nada disso, precisa mostrar sua indignação. Soma-se a toda insatisfação o fato do senhor Ministro não ser o dono do país, como muitos acham que ele é. Pelas leis brasileiras ele pode até ter privilégios, mas isso está longe de uma autorização para impor a sua vontade aos demais. Não há limite para evitar abusos de poder?
Quem não fica revoltado com os casos onde os juízes praticam irregularidades e como punição são aposentados com salário integral? Por que isso não pode ser mudado? Não seria a reforma que todos desejam? Como acreditar numa Justiça onde o julgamento independe dos fatos e das provas, mas prevalece a convicção e a simpatia partidária? Lógico que isso não precisa de reforma para ser diferente, mas qual seria o recurso legal para impedir atitudes deste tipo? Enfim, se há necessidade de reformas no Judiciário, que não sejam para aumentar o abuso de poder.
No meio de toda essa celeuma fica o cidadão comum, o que será obrigado a aceitar tudo que for aprovado e passar a vigorar como lei. Se os privilegiados mantiverem suas conquistas, algumas inaceitáveis, mas condenarem os contribuintes desprotegidos, as reformas só serão muito bem-vindas para eles. O que mudará com isso? Qual é o ganho do país como um todo? Afinal, qual é o principal objetivo de uma reforma que penaliza a parte mais fraca e fortalece os poderosos? Como aceitar pagar mais impostos que os bilionários? Está errado reclamar disso?
Vivemos numa democracia, pelo menos no papel, onde se valoriza a liberdade de expressão, mas isso não nos obriga a aceitar calados pronunciamentos que têm a clara intenção de desqualificar quem questiona as medidas prejudiciais contra o povo. Para mostrar a seriedade da reforma previdenciária, o ministro da Educação, numa declaração extremamente infeliz, enfatizou que a situação privilegiada dos professores contribui para o déficit da Previdência. Foi duramente criticado por uma professora, mas é uma amostra de como este governo trata o povo.


J R Ichihara
16/03/2017

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