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Antuérpio Pettersen Filho
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ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO
Por: Antuérpio Pettersen Filho

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO

Por : Prof. José Augusto Carvalho

Como professor de português sou muitas vezes requisitado por meus alunos para dar parecer em suas criações literárias em prosa ou em verso, ou em ultima instância para fazer as correções necessárias. Acolho de bom grado a tarefa porque não existe obra de que não se possa aproveitar ao menos uma frase que valha o esforço da leitura. E também porque, como diria Guimarães Rosa, “um livro pode valer pelo que muito nele não deveria caber”.
Quando Antuérpio Pettersen Filho me entregou seu livro digitado Inconfidente mineiro, imaginei que ficaria extasiado diante do lirismo e da ternura de suas páginas, que chegam a lembrar as vezes Manoel de Barros pela delicadeza. O poema “Edifício”, por exemplo, é uma amostra de singeleza do poeta: “Lá perto de casa / havia um terreno baldio.../ Nele a criançada / se divertia / Lá perto de casa / havia um terreno baldio / Nele construíram / um enorme edifício “

Veja-se este poema chamado “Jornais na noite”: “Colocaria na seção / de classificados de jornal / “dá-se um amor de graça” / se adiantasse, meu amor / Mas você não lê jornais / eles são apenas notícias novas / de um mundo velho / Porém, se numa noite de frio / perdida pelas ruas da cidade / você esbarrar no frio / das pessoas solitárias / sente num cantinho e se aqueça / nos jornais que voam ao vento /”
O poema “Minha terra”, de que apresento aqui só o final, é um exemplo também de intertextualidade: “/ Minha terra tinha palmeiras / onde cantava o sabiá... / Um dia chegou um estrangeiro / derrubou as palmeiras... / e matou o sabiá /”
Reproduzo aqui, para finalizar, um de seus mais belos poemas, intitulado: “A rosa e o bandido”: “No jardim da casa / onde morava um bandido / um botão se abriu em rosa / e desabrochou. / Não compreendendo / que aquele jardim era proibido / A rosa alí continuou / Ninguém podia compreender / o feio e o bonito / ali, juntos... / Porque a semente / o vento não levou / para outra casa / perto dali ? Mas não... / A rosa preferiu aquele jardim dentre todos / e isso a vizinhança / não podia aceitar / Logo alguém / roubou a rosa do jardim... / O bandido desesperado / pela rosa procurou / mas não achando nada / com um tiro se matou / Desde esse dia / todo mundo que ali passava / falava que naquela casa / morava o amor /”

Não sei se o leitor concorda comigo, mas... Como é que um poeta desses continua inédito ?

José Augusto de Carvalho escreve nessa coluna as segundas, quartas e sextas – feiras. “Vitória, A Gazeta, 28 de junho de 2002”

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