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Jornalismo
 
Vácuo de moral no país!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo da seletividade na Justiça


A cada nova indicação na composição do governo Michel Temer abre-se um leque de questionamentos sobre o que pode e o que não pode se fazer neste país. Mas o que chega ao conhecimento público, apesar da visível intenção da mídia esconder o lado podre, é que tudo que não podia ser feito antes, agora pode. Pedaladas fiscais, censura, indicação para ministérios... a relação é enfadonha e intrigante. Isso justifica os erros da gestão anterior? De jeito nenhum! O problema é o vácuo de moral que se criou em todas as instituições onde a credibilidade tem peso.
O velho ditado conhecido da humanidade que “não basta ser honesto, mas isso precisa ser mostrado publicamente” sempre funcionou como parâmetro de avaliação. Portanto, o que o STF tem demonstrado com o novo governo em relação ao antigo vem exatamente de encontro a isso. À parte o fato disso ser uma filosofia barata, a despeito de ser originariamente referente à esposa de uma autoridade da Idade Antiga, tudo que está acontecendo nas decisões da Alta Corte permite dúvidas sobre a imparcialidade. Quem não se dá com respeito, dificilmente é respeitado.
Como o país chegou a esta situação de instabilidade sem fim? A indignação pública está tão latente que a menor denúncia sobre qualquer irregularidade produz um efeito cascata de proporções desnecessárias. Ninguém mais quer saber de limites civilizados. Tudo leva ao comportamento irracional: prendam, acabem com o acusado, limpem o país da sujeira toda! Mas isso tudo tem um responsável, o que incutiu na cabeça do povo que este é o único caminho sensato para a solução. E agora, o que é preciso fazer? Como pôr um fim nisso? Alguém sabe?
Uma visão otimista e desapegada de simpatias partidárias vislumbra que esta fase crítica logo passará e tudo vai melhorar. Mas o que acontece enquanto nada mudou? Como o desempregado e desesperançoso se arruma neste tempo? Para agravar o horizonte cinza que insiste em não mudar, o cidadão só toma conhecimento de mais escândalos envolvendo autoridades dos múltiplos partidos políticos que saqueiam o país sem dó. Baseados em que as autoridades podem mudar a opinião de quem não acredita mais em nada do que dizem? Então...
Quem desconhece que a primeira iniciativa da empresa privada, quando uma crise bate às portas, é a demissão em massa. Isso deve ser o primeiro mandamento da Lei delas, sem dúvida. Mas o que era privilégio deste nicho agora se estendeu para as empresas públicas também. Basta assistir aos telejornais, ver nas redes sociais, ou ler nos jornais e revistas, para saber que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios já anunciaram os planos de demissão voluntária e fechamento de várias agências. Surpresa? No neoliberalismo isso é comum.
Inquestionável constatar que muitos serviços prestados pelas empresas públicas são lastimáveis, mas nem toda iniciativa privada é um primor de qualidade e respeito. Os exemplos estão aí com as telefônicas, os planos de saúde, as concessionárias de energia elétrica, as transportadoras urbanas e interurbanas, os bancos, as administradoras de cartões de crédito... nada muito diferente das públicas. Por que, então, a única solução para a melhoria das prestadoras de serviços públicos é a privatização? Será que no mundo todo é assim que funciona?
Percebe-se, diante de tanto descalabro, que dominaram a mentalidade do povo para que acredite que tudo passará da água para o vinho se a gestão for privada. Só para lembrar: onde ocorreu uma matança, no Presídio do Amazonas, a administração é privada. Por que isso não foi exaustivamente comentado? Qual é a relação custo/benefício neste lugar? Tudo não se resume a números, tangíveis, resultados? A escassez de moral, de alto a baixo, em todas as classes sociais neste país, nos condena a uma eterna decepção. Este vácuo precisa ser urgentemente ocupado!


J R Ichihara
16/02/2017

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