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Autores Prata da Casa
(listagem)
HARRY FARMAN EM O DETALHISTA...PARTE 5...
Por: diego ramos de souza
- Então essa é a lista? - Interrogou o pai.
- Esta na hora Harry - disse o mensageiro.
- Até logo pai e mãe. - disse Harry saindo juntamente com o Detetive.
- Cuide dele...
- Pode deixar senhora...
Eles entram em um maverick preto de vidros fumes saindo em alta velocidade.
- Harry ficara bem! - disse Richard.
- Espero que sim - respondeu ela preocupada.
Enquanto isso no carro o jovem Harry fica calado ainda não colocando fé nas palavras desse detetive, da carta e da revista sobre seu pai, Henri Farman. A viagem dura duas horas onde o garoto não diz uma única palavra. Somente uma respiração ofegante. Atravessam estradas estranhas que o Harry não se lembra, ao contrário do senhor Macálister que viaja por toda a Inglaterra e conhece essas ruas como a palma de sua mão. De repente o carro para de frente de um muro enorme de cores preto e branco.
Ele abriu a boca...
- Por que nos paramos? - perguntou Harry assustado.
- Você esqueceu que vamos comprar o seu material - respondeu o Detetive olhando para ele.
- Mas aqui só vejo o muro - disse ele apontando com o dedo.
Mankintoche saiu do carro e foi até uma velha caixa que fica ao lado do muro pintado de preto. Puxa a caixa apertando um botão de cor vermelha. Retorna para o carro.
- O que o senhor fez com aquela caixa velha?
- Ela é o principio da porta que dá acesso à loja, pois nós Detetives somos uma sociedade secreta e não podemos deixar nossos inimigos nos descobrir, você entendeu?
- Sim - respondeu Harry segurando a revista nas mãos.
Dez minutos se passam e Harry começa a ficar incomodado mexendo-se de um lado para o outro em seu banco. O senhor olha para ele e pergunta:
- Você está com algum problema?
- Estou impaciente. - respondeu continuando a se mexer.
- Tem formiga em seu banco?
Nesse momento o muro se parte ao meio não fazendo barulho algum, pois existem casas em volta desse lugar. O carro começa a andar descendo uma estrada de terra por uns trinta metros. E chega a um novo portão de ferro guardado por dois homens vestidos de preto por inteiros, onde dava apenas para ver seus olhos.
- Vamos descer aqui! - disse Makintoche.
- Aqui, nesse lugar escuro e frio... De jeito nenhum. - respondeu ele recusando-se a sair.
- Agora não existe volta.
- Sempre existe uma saída. - disse o menino cruzando os braços.
- Então você não quer saber quem matou seu pai? - disse o Detetive saindo.
- Espere que já estou indo. - saiu.
Harry está com muito medo, pois nunca foi a um lugar desse jeito, além do mais embaixo da terra. O detetive Makintoche chega perante os homens e diz:
- Estou aqui para comprar o material do jovem Harry Farman.
- Você não quer que eu acredite que aquele moleque é filho de Henri — disse um dos homens.
- Acredite se quiser, mas ele é filho de Henri sim - respondeu Makintoche o protegendo.
- Qual é a senha? - perguntou o outro homem.
O detetive mensageiro leva a mão na cabeça numa expressão de que esquecera a frase. Harry aproximou – se perguntando:
- O que houve?
- Eu sempre esqueço as palavras.
- Que senha? — pergunto Harry surpreso.
- Todo ano tem uma senha...E faz tempo que não venho aqui. Será que Petros cabaques de mon. - disse o Detetive.
- Não, mas quando se lembrar me avise - disse o homem da esquerda.
- Ah! Já lembrei... é abracapton!
- Não - respondeu um dos homens balançando a cabeça.
O detetive mensageiro fica fora de si e não se conforma em saber que esqueceu da senha do jovem Harry Farman.
- É salve o Harry prince - disse o Detetive.
E o portão começa a tremer abrindo-se. Quando se abre totalmente, Harry fica surpreso ao deparar com inúmeras lojas, parecendo até mesmo um shopping.
- Puxa vida, existe tudo isso aqui atrás! - exclamou Harry esfregando os olhos.
- Podem entrar. - disse um dos guardas.
Harry e Makintoche entram devagar, pois as pessoas podem se assustar. Existem muitas pessoas diferentes lá de cima, pois os lojistas estão a todo vapor por causa do inicio as aulas na Academia Harve. Há alguns camelôs vendendo bijuterias e livros.
- Olhe aquele livro? - apontou com o dedo.
- Não compre, pois é falsificado. - respondeu o Detetive. – não tem selo de garantia.
- Com licença, podem me informar onde fica a loja Cabloc - perguntou um homem juntamente com um garoto estranho.
- Fica daqui a três ruas. Entre a direita seguindo em frente e logo verá um guarda do lado de uma porta, pode entrar, pois é lá! - disse Makintoche.
O homem foi embora e eles continuaram procurando as lojas e Harry continua surpreso com o tipo de pessoas que vê ao entrar mais a fundo na rua Cataplezs.
- Onde está à lista, Harry?
- Está no meu bolso.
Ele retirou do bolso a carta toda amassada.
- Me dê! - pediu o detetive.
O jovem Harry lhe deu a lista negra, contendo todos os livros e uniformes para o 1 ano letivo da escola. O primeiro item da lista é uma boina de mesmon back da grife catalogada de cor preta, é o sugerido pela academia, mas isso dependerá das condições de cada aluno.
- Vamos procurar uma boina de mesmon back da grife catalogada de cor preta - disse o detetive olhando para os lados.
- E onde fica esta loja? - perguntou Harry
- Fica por aqui - respondeu o mensageiro.
E eles continuam a andar ate que chegam num armazém com o nome de Procktos Practos. Era a loja de Boinas especiais para Detetives.
- Olhe... Aqui está ela! - exclamou Makintoche passando sua mão na barba.
Esse armazém é um lugar estranho, não parece nem um pouco com uma loja de bonés especiais. Eles entram e o chão é feito de troncos de madeiras. E o balcão é de zipon Nato, uma madeira especial para balcões. Harry Farman fica admirado com esse tipo de lugar e ao aproximar do balcão nota um homem careca de barba vermelha apoiando os cotovelos no balcão. O garoto leva um susto e o detetive exclama:
- Que alegria em vê-lo - exclamou o Detetive o abraçando.
- Puxa vida meu amigo, como você está velho - respondeu sorrindo.
Harry olhou para eles e de repente puxou a manga de seu paletó. Daí disse:
- Venho trazer Harry Farman para comprar uma Boina de Mesmo Back da Grife catalogada - disse sorrindo onde o homem arregalou os olhos.
- Certo, meu velho amigo – falou o homem com os olhos semicerrados.
- Acredite se quiser, ele é filho de Henri Farman - respondeu erguendo os olhos. - O melhor detetive que já existiu em toda a Inglaterra e também foi o mais procurado por seus inimigos – riu entre os dentes, um sorriso malicioso.
Sem pensar e tentando entender a razão da conversa sobre seu pai. Mas independente disso, o garoto fica com o sorriso largo e principalmente porque irá estudar na academia que Henri, seu pai, estudou antes de se tornar um detetive.
E uma surpresa a mais...
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