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As loucas
Por: Morena

CAMILA
O marido de Camila, Rodrigo, convidou seu novo amigo à sua casa para descontraídas partidas de baralho e dominó na varanda. De repente o tal amigo tornou-se amigo demais, sempre aparecendo nas horas mais impróprias. Não se desgrudavam mais. Camila, dois filhos jovenzinhos, trabalhando numa fábrica de chocolates, sempre deitava extremamente cansada e ferrava no sono. A presença constante do tal amigo do marido a irritava, mas ele que se virasse. Sua prioridade era manter-se bem para levantar as quatro da manhã a fim de cumprir as obrigações de todos os dias. Certa noite, meio insone, Camila levantou e fraguou os dois homens transando na varanda. Ela, entrada em choque, não gritou e não fez escândalo. De manhã encontrou o marido agindo normalmente, pondo a mesa de café para os filhos que seguiriam para o colégio. Assim que a van escolar os pegou, ela disse:
- Eu vi o que você estava fazendo de madrugada. Saia hoje dessa casa!
- Você enlouqueceu! – objetou o marido.
- Eu vi você praticando felação no seu amigo, seu grande porco! Quando eu voltar do trabalho não quero te encontrar aqui. Essa casa é do meu pai. Se não quiser que eu faça um escândalo e conte pra todo mundo, até para sua família, fora daqui!
- Que mulher louca! Você teve um pesadelo, sua louca. Agora ficou louca de vez? Você nunca foi normal mesmo. Sair daqui, sua louca? Sair como? E meus filhos? Quanta loucura nessa sua cabeça oca. Achar que gosto de homem...
Rodrigo gesticulava e vociferava ferozmente. Camila fora traída brilhantemente, mas a vítima era ele. Temendo a fúria do marido, quase a agredi-la, para pesadelo de Rodrigo, ela não lhe disse que tivera o sangue frio de filmar com seu celular parte do pesadelo, que tão categoricamente ele afirmava que a mulher tivera. Primeiro socorrer-se-ia com seu pais e irmãos. O casamento acabaria ali. Não tinha volta. Dias adiante ela soube o que todos já sabiam. E não era de pouco tempo. Houveram outros homens na vida do seu marido. Ela jamais percebeu. Sim, Rodrigo, vaidoso, cuidava demais da aparência. Camila o achava algo narcisista frente ao espelho. Mas ela não podia parar para entender porque, afinal ela própria dispunha de pouco tempo para se embelezar diante de tantas tarefas diárias, o trabalho e os filhos exigindo sua atenção.

LAURA
Do nada o marido de Laura, Francisco, apresentara um quadro gravíssimo de depressão, ameaçando até se matar. Ele seguia piorando e Laura, ajudada por sua filha, arrastava-o às consultas médicas, até que ela soube por uma prima o que causara a fragilidade mental do pobre homem: a morte súbita da sua amante casada, Débora, mulher do seu amigo de longa data. Ele simplesmente desabara. Sustentando uma relação extraconjugal de oito anos o homem enganou a esposa o quanto pode. Ele adorava a amante. Quando soube que ela falecera desesperou-se mais que o próprio marido da falecida. E Laura siderou quando soube que a extinta era amante do seu marido. Questionando-o, ele negou:
- Você é louca varrida, sua doida? Eu, tendo caso com a mulher do meu amigo? Trabalhando como eu trabalho, tendo que te sustentar, eu tenho lá tempo de ter outra mulher? Eu posso sustentar outra mulher? Era só o que faltava... Além de eu estar doente vem essa louca me deixando mais doente ainda.
O casamento não acabou. Laura “creu” em Francisco, afinal, ela dependia dele para tudo. A submissão ao marido a fez frágil frente os terremotos da vida. Se pedisse o divórcio ela jamais conseguiria sobreviver na selva de pedra. Francisco sempre fora seu tudo e seu tudo ele continuaria sendo, até a morte.

Moral dos continhos:
Maridos, companheiros, namorados, irmãos, amigos, todos primam por taxar as mulheres de loucas – e outros adjetivos ultrajantes. O assédio moral de eles não para nunca. Tudo culpa de uma sociedade machista e rude, que ainda deambula primitivamente, que insiste em permanecer com um dos pés nas cavernas, ensinando os trogloditazinhos a enrolar os cabelos das trogloditazinhas, lançá-las ao chão e arrastá-las às grutas sombrias.

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